26 de janeiro de 2026

Mesmo após recomposição, orçamento 2026 do Ifal permanece menor que ano anterior

Governo Lula recompôs corte de R$ 488 milhões feito pelo Congresso Nacional

Orçamento do Ifal foi reduzido em R$ 4,4 milhões. Valor equivale às despesas do campus Arapiraca em 2025

O Governo Federal publicou, na última terça-feira, dia 20 de janeiro, a Portaria GM/MPO nº 12/2026 que recompõe integralmente os R$ 488 milhões retirados pelo Congresso Nacional da Rede Federal de Educação.

A medida é um alento às Universidades e aos Institutos Federais, que teriam 7,05% de corte nos seus recursos discricionários — referente às despesas não obrigatórias, como contas de luz, de água, bolsas acadêmicas, insumos de pesquisa, compra de equipamentos, etc.

Esse recurso foi repassado para que deputados e senadores tivessem um aumento no valor das Emendas Parlamentares, para serem usadas sem transparência em ano eleitoral. No orçamento sancionado pelo Executivo, as emendas atingiram um valor recorde de R$ 61 bilhões, sendo que, desse montante, R$ 49,9 bilhões ficaram sob comando direto das e dos parlamentares.

Ao mesmo tempo, enquanto o valor para Emendas Parlamentares aumentaram, o orçamento nominal do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) encolheu R$ 4,4 milhões em comparação com 2025, mesmo após a recomposição. Esse valor pode ser observado no Painel Orçamentário disponível no site oficial do Ifal com dados extraídos do Tesouro Gerencial (TG) – sistema de consulta à execução orçamentária, financeira e patrimonial do Governo Federal. Segundo esses dados, o valor é praticamente o mesmo que em 2023, desconsiderando a atualização monetária.

Para dimensionar esse número, essa diferença equivale ao orçamento que o campus Arapiraca teve em de 2025 para a garantia do funcionamento e manutenção do campus, incluindo despesas com energia elétrica, água, limpeza, vigilância, manutenção predial, pequenos reparos, conservação de laboratórios, bibliotecas e espaços acadêmicos; custeio das atividades, como compra de insumos para aulas práticas, materiais didáticos, apoio a projetos de pesquisa e extensão e ações de permanência estudantil; e investimentos, como obras, aquisição de equipamentos, atualização tecnológica, ampliação de cursos e melhorias estruturais.

Incertezas

A problemática do Orçamento não está apenas em um corte pontual, mas na ausência de um crescimento consistente que acompanhe as demandas da instituição. Assim, o Ifal e toda a Rede Federal funcionam sempre no limite.

Durante os quatro anos do Governo Lula, os valores destinados à educação tiveram um aumento em relação ao governo anterior, mas estão longe do esperado e, por vezes, foram necessárias recomposições posteriores à aprovação da LOA. Esse modelo fragiliza o planejamento e coloca como prioridade para investimento a dependência de emendas parlamentares.

Por isso, as greves do Sinasefe sempre têm como pauta a defesa de mais orçamento para a educação. “A luta por mais verbas para a educação é luta dos estudantes, das servidoras e servidores dos Institutos e Universidades Federais. Nos últimos anos, as nossas instituições tiveram gradativamente redução de recursos e aumento da dependência de emendas para qualquer reforma ou aquisição de equipamentos. Precisamos mudar essa lógica e a educação voltar a ter prioridade no orçamento da União”, disse Yuri Buarque, presidente do Sintietfal.

26 de janeiro de 2026

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