27 de maio de 2025

Diretores do Sintietfal são eleitos para a coordenação do Movimento Luta de Classes

O Sintietfal sediou, no último sábado, dia 24 de maio, o Encontro Estadual do Movimento Luta de Classes. O evento reuniu cerca de 40 pessoas para debater a luta da classe trabalhadora por direitos e pelo socialismo.

Com o tema “Trabalhar menos, trabalhar todas/os, produzir o necessário e repartir tudo”, o encontro pautou lutas como o fim da escala 6×1, o cumprimento dos acordos de greve, a valorização e o reajuste para educadoras/es, além do combate à uberização, à “pejotização” e a outras formas de precarização do trabalho.

O presidente e a vice-presidenta do Sintietfal, Yuri Buarque e Daniela Botti, foram eleitos, ao final, para a coordenação estadual do Movimento em Alagoas. A nova coordenação é composta por 11 membros de categorias como servidores/as do Ifal e da Ufal, trabalhadoras/es do setor de tecnologia, ferroviários/as, auxiliares da educação estadual, professores/as das redes municipal e estadual, entre outros.

Programação

O Encontro do MLC iniciou ao som do hino da classe trabalhadora, A Internacional. A mesa de abertura abordou o tema da solidariedade ao povo palestino e contou com saudações do Comitê Alagoas de Solidariedade à Palestina e de movimentos e organizações parceiras, como a UP, o PCR, o MLB, a UJR, o Movimento de Mulheres Olga Benario e a Comissão de Direito Sindical da OAB.

Após a abertura, o coordenador nacional do MLC e diretor do Sindicato da Construção Civil de Caruaru, Samuel Timóteo, proferiu uma palestra sobre a necessidade de organização da classe trabalhadora em sua luta contra os patrões e contra o capital.

No período da tarde, houve três grupos de debate: educação, servidoras/es federais e demais categorias. Ao final, foi realizada uma plenária para aprovar as propostas, eleger a coordenação estadual e apresentar a declaração política – que segue abaixo.

 

Encontro Estadual do Movimento Luta de Classes de Alagoas

Declaração Política 

A classe trabalhadora é cada vez mais explorada pelos grandes monopólios no atual sistema capitalista-imperialista. No Brasil, com a famigerada escala 6×1 e a pejotização do trabalho, a grande burguesia sustenta uma exaustiva jornada de trabalho das trabalhadoras e dos trabalhadores. Sem contar que os patrões, muitas vezes, passam por cima das leis trabalhistas, com artifícios como o das horas-extras, para impor uma jornada que supera 12 horas por dia e sete dias por semana. Os trabalhadores e as trabalhadoras do comércio, da limpeza, dos aplicativos e do telemarketing são as principais vítimas desse trabalho escravo “moderno”, legalizado pelo Parlamento e pela Justiça burgueses.

Os grandes capitalistas internacionais e seus países imperialistas, que se lançam à guerra para defender os mercados para seus monopólios, cometendo um verdadeiro genocídio contra o povo palestino, são os mesmos que exploram a classe trabalhadora e a empurram para o desemprego e o trabalho informal (sem direitos).

Para reduzirem seus custos de produção, também aumentam fortemente os investimentos em tecnologia e demitem milhares de trabalhadores e de trabalhadoras. Reduzem direitos trabalhistas e querem acabar as poucas barreiras que põe freio à brutal exploração, como retirar a competência da Justiça do Trabalho para julgar casos de “pejotização”, garantindo que as trabalhadoras e os trabalhadores sejam privados de seus mínimos direitos através de contratos fraudulentos. 

Dessa forma, a grande burguesia atua para aumentar o exército de trabalhadoras e trabalhadores desempregados, rebaixar os salários e aumentar a jornada de trabalho de forma violenta, tudo com o objetivo de vender suas mercadorias. Por trás disso, existe uma grande disputa por mercados. E se trata de uma disputa entre gigantes, entre oligopólios que levam a concorrência ao extremo. Essas disputas se desenvolvem a ponto de gerar disputa entre Estados imperialistas, de forma que estamos à beira de uma nova guerra mundial.

Por outro lado, no geral, reduzem o poder aquisitivo das amplas massas, reduzindo o consumo dos seus próprios produtos e aprofundando a crise econômica do sistema. Por isso, o avanço da crise do capitalismo-imperialismo moribundo é perfeitamente previsível e inevitável. 

Conscientes disso, cabe às trabalhadoras e aos trabalhadores se unirem para lutar a favor do fim da escala 6×1, da redução da jornada, do aumento de 100% do salário mínimo – para suprir a carestia –  e pelo fim das reformas trabalhistas e previdenciárias – que dão espaço para a pejotização e acabam com o direito à aposentadoria. 

Em Alagoas, a privatização da água, da energia e a ameaça à CBTU têm gerado consequências nefastas para a população, como aumento de tarifas e a precarização dos serviços. A privatização da água, em particular, ameaça o acesso a um direito fundamental principalmente à vida da classe trabalhadora. Diante desse cenário, o movimento sindical e social alagoano tem um papel crucial na luta pela reestatização da Companhia de Abastecimento e Saneamento de Alagoas (CASAL), garantindo que a gestão da água seja pública, democrática e voltada para o bem-estar da população, e não para o lucro de empresas privadas.

Na educação, há uma profunda desvalorização dos educadores, baixos salários, escolas estão em condições precárias e um conjunto de empresas privadas enriquecem vendendo modelos pedagógicos subordinados à lógica neoliberal para impor uma subjetividade neoliberal e submissa. Essa realidade tem mobilizado os educadores e educadoras, de forma que a rede municipal de educação de Maceió está em greve há três semanas e uma greve da rede pública estadual se aproxima. O MLC precisa ser linha de frente nesse processo.

No comércio, telemarketing e outros segmentos do setor de serviços, a brutal exploração, precarização e rotatividade é uma dura realidade. Não bastasse, o desemprego em Alagoas é um dos mais altos do país e quem precisa sobreviver recorre a informalidade e a chamada uberização. Enquanto isso, a concentração de renda cresce, fazendo com que mais de 50% da população de Alagoas viva com menos de um salário mínimo.

Desta forma, a tarefa do Movimento Luta de Classes é fortalecer os nossos núcleos de base, construindo a luta em categorias que já organizamos e em novas categorias, realizando a brigada do Jornal A Verdade, distribuindo panfletos e convocando a classe trabalhadora para realizar greves pelo fim da 6×1, por aumento geral dos salários e por direitos. Disputar a consciência da classe trabalhadora e aumentar o seu nível de organização nas diversas categorias por direitos e pelo socialismo é a tarefa histórica de cada um de nós!

Viva o Encontro Estadual do Movimento Luta de Classes

Abaixo o capitalismo 

Viva o socialismo

 

Maceió, 24 de maio de 2025

 

27 de maio de 2025

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