Greve nacional da cultura: Sintietfal reforça apoio à luta por plano de carreira próprio
Pela valorização da cultura!

Trabalhadoras/es do sistema MINC, decidindo em assembleia pela paralisação das atividades em Alagoas. Foto: Sintsep/AL
Em protesto contra o sucateamento da estrutura pública de cultura e pela criação de um plano de carreira próprio para a categoria, as/os servidoras/es públicas/os da cultura iniciaram a greve nacional no dia 29 de abril, após a intransigência do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), que há anos recusa abrir uma mesa de negociação com as/os trabalhadoras/es.
Estão inclusas/os no Plano Especial de Cargos da Cultura (PEC-Cultura) os/as trabalhadores das instituições: o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), a Fundação Cultural Palmares, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e o Ministério da Cultura (MinC).
O setor público de cultura vem enfrentando problemas há, aproximadamente, 20 anos desde a primeira proposta de um plano de carreira. O PEC-Cultura foi proposto em 2005, porém nunca foi implementado integralmente. No ano passado (2024), foi apresentado ao MGI o Plano de Carreiras da Cultura (PCCULT) como uma nova proposta, mas não houve avanços nas negociações.
Em Alagoas, a greve se iniciou nesta segunda-feira, dia 12 de maio, tendo adesão de servidoras/es do IPHAN e da Fundação Palmares. É perceptível o sucateamento e o descaso que o governo vem tratando a área da cultura. Existem apenas 17 servidoras/es do Iphan no estado, 1 na Fundação Palmares e toda a representação local do Minc é de servidoras/es externas/os. Obviamente essa falta de profissionais sobrecarrega as/os servidores/as que estão na ativa, frente às altas especializações que as funções exigem, o que tem gerado evasões das/os concursadas/os e consequentemente uma piora considerável nos atendimentos públicos.
O Sintietfal convoca sua categoria a se somar e contribuir com a luta das/os servidoras/es da cultura de todo o Brasil.


