Sem edital e regras claras, reitor convoca eleição da representação do Colégio de Dirigentes para o Consup
O reitor Carlos Guedes pretende eleger nesta quarta-feira, dia 20 de fevereiro, às 14h30, os representantes do Colégio de Dirigentes ao Conselho Superior da instituição. Sem edital ou regras definidas, a convocação da reunião tem como pauta única “Escolha da representação do Colégio de Dirigentes para o Conselho Superior”.
De acordo com o Estatuto do Ifal e do Regimento Geral da Instituição, o Conselho Superior tem “representação de 1/3 (um terço) dos diretores-gerais de Campi, sendo o máximo de 5 (cinco) e igual número de suplentes, eleitos por seus pares, na forma regimental”. (Regimento Geral – Artigo 20. VIII).
Entretanto, de forma quase secreta, a Assessoria Executiva da Reitoria fez consulta ao Procurador do Ifal para tentar legitimar que os/as pró-reitores/as, que são indicados/as a qualquer momento pelo Reitor, tenham direito a votarem e ser votados. O argumento apresentado é que os/as mesmos/as fazem parte do Colégio de Dirigentes. (Processo nº 23041.023106/2024-86).
+++ Nota pública: Em respeito ao Estatuto do Ifal e da gestão democrática
“Se o Reitor permitir que pró-reitores votem e até sejam eleitos/as, será um flagrante desrespeito ao Estatuto e ao Regimento Geral do Ifal, que têm a competência de disciplinar, a nível institucional, a aplicação dos comandos da Lei 11.892/2008. Além disso, representará uma ruptura com a democracia interna no Ifal. Definitivamente, não podemos silenciar e fingir normalidade diante dessa situação absurda”, afirmou Yuri Buarque, presidente do Sintietfal.
Como o regulamento eleitoral, que disciplinou a eleição do Conselho Superior, pela primeira vez, desde 2006, não incluiu a categoria de Diretores-Gerais, como prevê o Estatuto e o regimento Geral do Ifal, cabe ao reitor Carlos Guedes decidir em seguir a democracia ou rasgar as normas internas da Instituição.



