28 de janeiro de 2025

Em meio ao atraso no cumprimento de acordo, governo convoca Mesa Nacional de Negociação Permanente

Mesa Geral com entidades sindicais será realizada no dia 20 de fevereiro

Foto: Sinasefe

O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI, através da Secretaria de Relações de Trabalho, convocou a 10ª reunião da Mesa Central da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) para o dia 20 de fevereiro.

Este fórum de negociação congrega mais de 20 entidades sindicais, organizadas através do Fonasefe e do Fonacate. O Sinasefe deverá estar representado pelo seu coordenador geral de plantão, Antonildo Pereira.

A pauta da reunião não foi divulgada, entretanto, o Fonasefe espera retomar ao debate questões que não avançaram da campanha salarial 2024, como a revogação das medidas contrárias aos serviços públicos (revogaço), e cobrar a implementação dos acordos firmados com 38 categorias que fizeram greves e se mobilizaram por reajuste salarial e reestruturação das carreiras.

Entre os pontos do revogaço, está o Decreto nº 10.620/21, que centraliza as aposentadorias e pensões dos servidores e das servidoras dos Institutos, Universidades e outras autarquias no INSS. O decreto nº 11756/23, que suspendia o calendário de centralização até o dia 31 de dezembro de 2024, perdeu sua validade e o tema deve retomar ao centro do debate.

O Sintietfal e o Sinasefe Porto Velho, duas únicas seções que têm seus aposentados e suas aposentadas no INSS, estão atentos e cobrando do governo a completa revogação deste nefasto decreto de Bolsonaro.

Reajuste salarial

Apesar de o governo ter assinado o acordo de greve com o Sinasefe em junho, a Medida Provisória nº 1286/2024, contendo o reajuste de todos os servidores e de todas as servidoras federais, só foi publicado no dia 31 de dezembro.

Para piorar a situação, o Congresso Nacional, sob o comando de Arthur Lira, não aprovou a Lei de Orçamentária Anual, impedindo assim o pagamento do reajuste – previsto para janeiro de 2025. A previsão é que, com o retorno das atividades parlamentares, o Congresso aprove o Orçamento da União, liberando o pagamento dos reajustes, incluindo o retroativo a janeiro.

Um outro problema desta medida provisória é que a carreira médica e de médico veterinário estão com percentuais de reajuste abaixo do definido no acordo de greve para toda a categoria. Além disso, os percentuais de reajuste nos steps de docentes. O Sinasefe está na luta para que o governo corrija essa erro.

Cobrança em 2025

Outros pontos firmados nos termos de acordo nº 10 e nº 11, que tratam de pautas específicas dos TAEs e Docentes, também estão emperrados, demonstrando morosidade e descompromisso com os servidores e as servidoras federais.

No dia 6 e 7 de janeiro, o Grupo de Trabalho (GT) sobre a regulação do trabalho docente no Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT), no âmbito do Ministério da Educação (MEC), concluiu suas atividades com a aprovação de uma carga horária mínima de 8 horas semanais de aula para as e os docentes. O texto da portaria foi finalizado pelo GT, entretanto segue sem a publicação ao menos do relatório da reunião.

No dia 9 de janeiro, o SINASEFE protocolou o Ofício nº 2/2025 junto ao Ministério da Casa Civil, solicitando a publicação imediata da alteração do Decreto nº 1590/1995, para que seja efetivada a dispensa do controle de frequência para os professores do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT). Ponto do acordo segue há mais de seis meses sem implementação.

No dia 23 de janeiro, foi realizada a 4ª reunião do GT PCCTAE, quando o governo informou que ainda está aprimorando estudos sobre transposição e reposicionamento de aposentadas(os), além de afirmar que não fará correções em relação aos cargos de médico(a) e de médico(a) veterinário(a).

Plena do Sinasefe

O Sinasefe convocou a 200ª Plenária Nacional de maneira híbrida (Brasília-DF e Zoom) para os dias 14 a 16 de fevereiro de 2025. A plena homenageará o ex-diretor do Sinasefe, Flávio Barbosa, falecido no dia 30 de novembro. Na pauta, será debatida a conjuntura política atual, os encaminhamentos do 16º ESCIME, a Medida Provisória nº 1286/2024, a nova Regulamentação das Atividades Docentes, o Decreto 10620/2021 e o plano de lutas para a entidade

28 de janeiro de 2025

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