Assembleia do Sintietfal aprova Paralisação Nacional nos dias 15 e 16 e agenda de mobilização
Categoria decidiu por paralisar para pressionar governo pela garantia do cumprimento dos acordos de greve
A Assembleia Geral Extraordinária do Sintietfal deliberou a favor da Paralisação Nacional, convocada pelo Sinasefe e pela Fasubra, durante os dias 15 e 16 de outubro e aprovou um cronograma de mobilização, que se inicia na segunda-feira, dia 14.
A AGE ocorreu na tarde desta quinta-feira, dia 10 de outubro, às 14h, na sede do Sintietfal e através do Google Meet.
No primeiro ponto de pauta, no debate acerca da conjuntura nacional e do cumprimento dos acordos de greve, o presidente do Sintietfal, Yuri Buarque, informou as ações do Sinasefe cobrando nos últimos 100 dias, através de mais de 10 ofícios e manifestações diante do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, respostas do governo.
A situação tornou-se mais crítica quando, nos últimos dias de setembro, o MGI realizou alterações na minuta do Projeto de Lei relacionado ao PCCTAE, retirando itens que são parte do Termo de Acordo TAE, como o RSC para TAEs. Segundo o governo, o acordo previu que o Reconhecimento de Saberes e Competências para TAEs seria implementado em abril de 2026 e, não havendo previsibilidade do impacto orçamentário na administração pública, por falta de uma regulamentação do RSC para TAEs, não deveria constar na minuta.
O tesoureiro do Sinasefe, Elton John, respondeu, durante reunião com o MGI e em um vídeo publicado nas redes do sindicato nacional, que o reajuste dos steps e a recomposição salarial, também para 2026, da carreira TAE estão na minuta, logo o argumento do governo é inconsistente. Além disso, afirmou que, para regulamentar o RSC para a categoria, é necessário que o item esteja constando em lei.
Para Ângelo Mário, eleito para representar o Sintietfal na 197ª Plena, a categoria precisa se mobilizar para garantir a conquista histórica do RSC para TAEs. “A maior conquista da greve para os/as TAEs, o RSC, está ameaçada e a defesa dela passa pela paralisação e construção de lutas para pressionar o governo”, disse durante a AGE.
+++ Confira o panfleto construído pelo Sintietfal com os acordos não cumpridos
Além de pontos para os/as técnico-administrativos/as, alguns acordos previstos para a categoria docente EBTT seguem sendo ignorados pelo governo, como a dispensa de ponto. O presidente do Sintietfal, Yuri Buarque, afirmou a necessidade de mobilização de toda a categoria para que todas as conquistas sejam efetivadas.
“Várias medidas tidas como imediatas no acordo não foram postas em prática até o momento. Ninguém gostaria, depois de três meses de greve, de paralisar, mas estamos sendo mais uma vez obrigados a mobilizar nossa categoria para defender algo que foi conquistado com muita luta e que o governo se nega a implementar”, declarou Buarque.
Deliberações
Após a análise da conjuntura realizada em Assembleia, a categoria decidiu por votar na Plenária do Sinasefe a favor da aprovação da Paralisação nos dias 15 e 16 de outubro. A Plena do Sinasefe é quem definirá nacionalmente a adesão ou não às 48 horas de paralisação.
A categoria também deliberou uma agenda de mobilização da categoria durante os dias de paralisação, mas iniciando na segunda-feira, dia 14. O cronograma ficou assim:
14 de outubro – Mobilização no campus Marechal Deodoro;
15 de outubro – Assembleia Geral no Campus Maceió;
16 de outubro – Ações de mobilização e debates nos campi e na reitoria.
Além da reivindicação dos termos do acordo de greve, a Assembleia Geral definiu cobrar a reitoria do Ifal para que haja a eleição dos/as integrantes da Comissão Interna de Supervisão da Carreira TAE (CIS) do Ifal, que está com mandato vencido.
197ª Plena do Sinasefe
A Assembleia elegeu os/as representantes do Sintietfal na 197ª Plena do Sinasefe, que acontece neste domingo, dia 13, em formato virtual. Ângelo Mário, da direção do Sintietfal, e Andréa Moraes, diretora do Sinasefe, foram eleitos/as. Yuri Buarque, presidente do Sintietfal, participará como observador.
A Plena deve aprovar a Paralisação Nacional de 48 horas, de acordo com as deliberações de cada seção sindical.



