26 de setembro de 2024

Sintietfal cobra retorno de servidora que pediu exoneração após adoecimento psíquico

Solicitação foi feita pela servidora depois de adoecimento vinculado a situações de trabalho que ela denuncia como assédio moral; Sindicato cobra que caso seja pautado na sessão do Conselho Superior desta sexta-feira, dia 27

Foto: Reprodução/Google Maps

O Sintietfal está reivindicando que o processo de reversão de exoneração de uma servidora seja realizado pela gestão do Ifal. A servidora, em um contexto de adoecimento psíquico, pediu exoneração do serviço público depois de diversos episódios que resultaram neste processo de desestabilização de sua saúde mental.

Recentemente, a discussão acerca do pedido de reversão da desvinculação ao Instituto Federal de Alagoas foi levada ao Conselho Superior. O pleno do Consup decidiu por pautar o caso na reunião seguinte, mas já ocorreram sessões após esta deliberação e o ponto não foi colocado em pauta até o momento.

Segundo Yuri Buarque, presidente do Sintietfal, em vídeo publicado nas redes do sindicato, a Procuradoria havia informado em outra reunião sobre a possibilidade de realizar o procedimento.

“Essa reversão da exoneração não seria nenhuma novidade, nenhuma inovação jurídica. Em outro momento, a própria Procuradoria tinha esclarecido para a gente que era perfeitamente possível, desde que devidamente fundamentado, pelo estado de saúde que a servidora se encontrava quando realizado o pedido, reverter essa exoneração. Para isso, a servidora precisaria manifestar o interesse em retornar e o Siass precisaria avaliar quais eram as condições da servidora naquele momento.”, declarou Buarque.

Porém, o procedimento não seguiu da maneira idealmente indicada, por parte do órgão, após o encaminhamento ao Siass, prejudicando o processo da servidora.

“A Procuradoria, ao encaminhar o processo para o Siass, praticou uma manobra retórica para fazer questionamentos de uma forma totalmente genérica, impossibilitando a junta médica de responder o que efetivamente precisava ser esclarecido sobre o caso, inviabilizando, portanto, a tramitação correta da demanda”, disse o presidente do Sintietfal.

Após uma reunião, que aconteceu no último dia 19, na Reitoria, entre diretores/as do Sintietfal, Procuradoria do Ifal e DGP, o que observou-se foi que o tratamento do órgão e da gestão do Ifal em relação ao caso tem sido feito de forma insensível. Por essa razão, o sindicato cobra que na sessão do Consup desta sexta-feira, dia 27, a discussão seja pautada. A reunião acontece de maneira híbrida, a partir das 9h, e contamos com a presença de todos/as.

26 de setembro de 2024

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