Greve: Servidores/as realizam grandes atos, mas proposta do governo decepciona
Os/as servidores/as da educação federal em greve realizaram grandes atos em Alagoas e em Brasília nesta terça-feira, dia 21 de maio, dia da 5ª Mesa Específica e Temporária da Carreira de Técnico-Administrativos em Educação (TAEs).
Em Maceió, docentes, TAEs e estudantes do Ifal se uniram aos/às da Ufal para uma grande manifestação na Universidade. A mobilização começou por volta das 8h30, com um café da manhã e falas de balanço da greve ao microfone, com a tônica de que “sem TAE, não tem acordo”.
“Estamos há quase 50 dias de greve e o governo não tem dado a devida atenção à educação. Nosso segmento foi abandonado pelos governos anteriores e que elegeu Lula esperando mudanças significativas. Temos feito a maior greve dos últimos anos e não vamos encerrá-la sem conquistas efetivas para docentes, TAEs, estudantes e a educação em geral”, disse Yuri Buarque, presidente do Sintietfal.
Além da expectativa dos/as servidores/as em relação à mesa de negociação, que aconteceria à tarde, os/as estudantes também estiveram presentes para denunciar os problemas vividos nas universidades e institutos, que estão precarizados e precisam de mais investimentos, assim com outras pautas.
“A classe estudantil está na luta também defendendo pautas, como a revogação do Novo Ensino Médio, que não foi posta em pauta ainda pelo presidente Lula, que foi falado em sua campanha sobre isso e até agora nada. Nós, enquanto estudantes e futuros professores, queremos que nossas pautas sejam ouvidas e o Novo Ensino Médio revogado completamente”, disse João Victor, representante do Diretório Acadêmico de História da Ufal.
A mobilização, organizada em conjunto pelo Sintietfal, Sintufal e Adufal, realizou uma passeata, caminhando até a reitoria e encerrando com o trancamento do portão da Ufal. As artistas Arielly Oliveira e Alyne Sakura contribuíram com a manifestação, cantando músicas de hip-hop e contagiando os/as presentes. O encerramento da atividade ocorreu por volta das 12h com o trancamento da BR 104.
“Precisamos ir até a população, deixar de falar para dentro e começar a falar para fora. Além de pregar para convertidos, temos que expor à população que estamos em greve e queremos ser tratados com respeito”, disse Darliton Romão, diretor do Sintietfal.
Brasília
A delegação do Sintietfal, composta de servidores/as e estudantes, percorreram 36 horas de estrada para participar do ato nacional da greve e pressionar o governo para garantir conquistas na mesa de negociação.
A manifestação teve início ainda pela manhã com milhares de servidores/as em greve, percorreu a esplanada dos Ministérios e, por volta das 14 horas, montou acampamento diante do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, para acompanhar a 5ª mesa de negociação com sobre Carreira TAE.
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“Pessoal, estamos em frente ao MGI, acabamos uma grande mobilização com movimentos do Brasil inteiro, reivindicando a nossa reestrututação da carreira e nosso reajuste salarial. Infelizmente, a proposta do governo foi muito rebaixada. O único avanço que teve foi em relação 1,5% a mais em 2026, que, na verdade, não considero nem avanço diante do desgaste que a gente vem sofrendo, diante da precaridade que a carreira TAE vem sofrendo nos últimos anos”, disse Anna Júlia Guirizatto, diretora do Sintietfal, presente na manifestação em Brasília.
A proposta do governo para os/as TAEs, em resumo, apresenta reajuste de 9% para janeiro de 2025 e 5% em maio de 2026; mantém reajuste zero para 2024; mantém cinco classes, com porcentagens de remuneração referenciadas no nível E1, da seguinte forma: nível A 35%; nível B 40%; nível C 50%, nível D 61%; encaminha para o MEC o debate sobre a concessão do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) aos TAEs; e mantém os steps em 3,9%.
O Sinasefe realizou uma live para fazer o balanço da proposta. Assista abaixo.









