23 de maio de 2024

Servidores/as do Ifal rejeitam proposta do governo e mantêm a greve

Governo insiste em zero por cento para 2024

Por 184 votos contrários, 3 favoráveis e uma abstenção, os/as servidores/as do Ifal, reunidos em Assembleia Geral nesta quarta-feira, dia 22 de maio, rejeitaram a proposta apresentada pelo governo Lula e seguem a greve por tempo indeterminado.

A categoria considerou insuficiente as proposições apresentadas na 5° Mesa de Negociação sobre Carreira TAE e docente, que mantém 0% de reajuste em 2024 e não garante uma efetiva melhoria com a reestruturação das carreiras.

Além disso, os/as presentes avaliaram também que não houve avanços suficientes na recomposição orçamentária, que recebeu 10% do reivindicado pelas Universidades e Institutos Federais; e muito menos na revogação das medidas contrárias aos serviços públicos e à educação, como o Novo Ensino Médio e o Decreto nº 10.620/21, que mantém os/as aposentados/as do Ifal no INSS.

“Dissemos não à indecente proposta do governo federal aos TAEs e aos docentes da educação. Foram mais de 30 dias de espera, entre a 4ª e a 5ª Mesa de Negociação, com o governo batendo recorde de arrecadação para oferecer apenas 1,5% a mais no reajuste dos TAEs em 2026. Foi decepcionante e a resposta que tem que ser dada é o fortalecimento e a radicalização da greve”, disse Yuri Buarque, presidente do Sintietfal.

Como a Assembleia foi realizada no dia seguinte à mesa de negociação com os/as TAEs, diversas falas pontuaram a importância da reestruturação da carreira e da valorização destes profissionais. De acordo com a proposta, a categoria “A” permanece 2024 com o salário inicial de R$ 1446,12 e só em 2026 passa a ter o vencimento de R$ 1825,39.

Para o engenheiro do Ifal, Marcos Vinicius, a carreira TAE acaba sendo temporária para muitos/as servidores/as, que estão nos institutos apenas enquanto não passam em outro concurso.

“Você acha que o engenheiro aprovado em outro concurso vai ficar no Ifal ganhando R$ 4 mil? Por isso, que eu falo sobre a importância da valorização da carreira “E” (nível superior). Perdemos agora um quinto servidor – quatro engenheiros que foram nomeados e saíram – e um técnico em edificações, nível “D”, super competente, que foi responsável pela fiscalização da reforma do auditório e da piscina do campus Maceió e tantas outras obras pelo Estado. 12 anos de casa e ganhando menos de 4 mil, passou no concurso da Assembleia Legislativa e está ganhando o triplo. Graças a Deus por ele. Mas veja bem, como a gente não consegue reter um talento dentro da nossa instituição. Até quando a carreira do TAE vai ser uma carreira trampolim? Até quando alguém vai estar na carreira do TAE pensando em sair? Essa é a greve das nossas vidas. Se não melhorar agora, dificilmente vai melhorar depois. Então, continuemos na luta”, afirmou o servidor.

Durante a Assembleia, outros/as servidores/as defenderam a importância de levar ao Sinasefe e às próximas reuniões com o governo um debate sobre o orçamento do governo federal e sua destinação. Assim como, a cobrança de pautas sem impacto fiscal, como o retorno das aposentadorias e pensões para o Ifal, tenham respostas.

Agenda

A assembleia referendou a agenda do comando de greve, em que a próxima atividade será um café na reitoria do Ifal, às 14h, antes da próxima reunião com o reitor do Ifal, que deve debater sobre a manutenção do pagamento dos auxílios a estudantes e servidores/as.

Antes, pela manhã, será realizada a reunião ordinária do Comando de Greve, para debater a programação das ações da próxima semana, incluindo uma atividade em conjunto com a greve da universidade, levando à praça trabalhos acadêmicos, produções, pesquisas e ações do extensão realizadas pelo Ifal e pela Ufal.

Plena do Sinasefe

No próximo domingo, dia 26 de maio, será realizada a 191ª Plena do Sinasefe para debater sobre a aceitação ou a rejeição à proposta do governo. A dirigente sindical Anna Júlia, TAE do campus Murici, e o dirigente sindical Darliton Romão, docente do campus Coruripe, representarão o Sintietfal na atividade.

Além de votar pela rejeição do acordo, os/as delegados/as sindicais também vão defender uma Mesa de Negociação com o Governo sobre o orçamento público, retomar a pauta da inclusão de concursos para comunicação na Rede Federal e a revogação do Decreto nº 10.620/21.

23 de maio de 2024

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *