Assembleia Geral rejeita proposta do governo e mantém greve no Ifal
Próximo grande ato da greve será a manifestação do dia 1°de maio
Os/as servidores/as do Ifal, reunidos/as em Assembleia Geral Extraordinária, rejeitaram a proposta de acordo salarial do governo Lula e mantiveram a greve da categoria. Com cerca de 150 prysentes, foram registrados 95 votos contrários ao acordo, três abstenções e nenhum voto favorável. A greve hoje paralisa os 16 campi do Ifal e atinge também a reitoria da instituição.
“A proposta mantém zero por cento para 2024, não valoriza os TAEs e deixa sem nenhum ganho para os/as aposentados/as. É uma proposta ridícula. Só agora, depois do início da greve, o governo começou efetivamente negociar, apresentando uma proposta rebaixada para testar a força da nossa greve”, afirmou Yuri Buarque, presidente do Sintietfal.
Como demonstrou a apresentação realizada pelo docente Marcelo Diniz e pelo TAE Henrique Ferreira, membros do comando de greve do campus Arapiraca, a proposta do governo não contempla as categorias, principalmente a dos/as TAEs.
“A proposta possui impacto de R$ 9 bilhões no orçamento em três anos, sendo utilizado R$ 3 bilhões para reajuste dos/as TAEs e R$ 6 bilhões para os/as docentes. Não é hora de soltar a mão de ninguém, precisamos continuar a greve, disputar os recursos públicos com o Centrão, mostrar que a educação precisa sim fazer parte do orçamento e tirar a granada do nosso bolso”, afirmou o docente Marcelo Diniz, ao comentar que ainda este ano 2024 “há uma brecha 15 bilhões em disputa”.
Para a diretora do Sintietfal, Anny Barros, “a proposta do governo não corrige a injustiça de os/as TAEs terem a pior carreira do serviço público federal e amplia o fosso existente em relação aos/às docentes”.
Além do reajuste salarial de 12,5% até 2026 e de questões pontuais na carreira, a proposta apresentada pelo governo não contempla também mais orçamento para a educação; a revogação do Decreto n° 10.620/21, que transfere aposentados/as e pensionistas para o INSS; a revogação da Instrução Normativa n° 983, da carga- horária docente; a revogação do Novo Ensino Médio entre outros.
“Precisamos incluir com ênfase a pauta dos/as aposentados/as e da recomposição do orçamento. Temos que lembrar, além da pauta salarial, que nossa greve é pela valorização da educação”, completou Darliton Romão, diretor do Sintietfal.
Agenda da greve
O próximo grande ato da greve será no dia 1° de maio, a manifestação unificada da classe trabalhadora, marcada para às 8 horas, na praia da Pajuçara, com concentração na frente do Clube do CRB. “Vamos levar nossas bandeiras para as ruas e fazer desse primeiro de maio uma grande manifestação para mostar ao governo e à sociedade a força da nossa greve”, disse Artur do Anjos.
Antes, nesta sexta-feira, será realizada uma reunião do Conselho Superior e uma reunião entre o reitor e o comando de greve.
Também na sexta, será realizada a 190ª Plena do Sinasefe. O Sintietfal será representado nesta atividade por Paulete Cerqueira e Arthur dos Anjos.
Unimed
A Assembleia Geral também repudiou a imposição da Unimed em reajustar em 19% o valor da mensalidade do plano de saúde e decidiu remeter ao jurídico do Sintietfal para que sejam estudadas quais as melhores providências no sentido de tentar reverter o reajuste.





