Servidores/as do Ifal aprovam Estado de Greve e adesão ao Dia Nacional de Paralisação – 28 de fevereiro
Os/as servidores/as do Ifal, reunidos/as em Assembleia Geral Extraordinária, definiram ingressar em Estado de Greve e aderir à Paralisação do serviço público federal, marcada para o dia 28 de fevereiro. A mobilização tem como pauta a recomposição salarial, a reestruturação das carreiras e a equiparação dos benefícios entre servidores/as do Executivo com os demais poderes.
A AGE foi convocada pelo Sintietfal e ocorreu na última sexta-feira, dia 23 de fevereiro, de forma híbrida, no auditório sindical Jarede Viana e via googlemeet.
“Dia 28 vai ser marcado por grandes ações no âmbito do Ifal e no Brasil inteiro. Aqui, nós iremos concentrar a partir das 6h30, na porta do campus Maceió, e ,a partir de lá, seguiremos em carreata à reitoria, onde deixaremos nosso recado, e, em seguida, nossa caravana segue para o Campus Benedito Bentes, onde encerraremos nossa atividade. Contamos com cada um e cada uma para fortalecer esse que precisa ser um grande dia de paralisação em defesa da valorização dos/as servidores/as, dos serviços públicos e da educação federal”, conclamou Yuri Buarque, presidente do Sintietfal.
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Neste dia 28 de fevereiro, sindicatos e governo estarão também em reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente para tratar do retorno das reivindicações de recomposição salarial e equiparação de benefícios. Até a última reunião, a proposta do governo é reajuste zero em 2024 e apenas 4,5% em 2025 e mais 4,5% em 2026. Quanto à reestruturação das carreiras, o governo já demonstrou na Mesa Setorial Temporária, realizada dia 22 de fevereiro, que não tem propostas para os/as servidores/as.
“O governo está muito confortável, querendo priorizar outras categorias e nos deixando de lado. Temos que paralisar mesmo para mostrar força. Se teve uma categoria que enfrentou Temer e derrotou Bolsonaro fomos nós. Não podemos ser deixados de lado”, afirmou o professor do campus Maceió, Michael Pordeus.
Ao defender a paralisação, diversos servidores/as lembraram as comemorações dos 15 anos de Instituto Federal e a promessa de expansão.
“Não é possível fazer os Institutos Federais serem o que são sem o trabalho dos/as servidores/as. E nós temos que demonstrar que exigimos respeito. Dizer ‘Eu exijo respeito’ é um ato político, de coragem. Precisamos sair dessa inércia. Ninguém vai paralisar pela gente, somos nós que estamos sentindo isso no bolso, nas condições de trabalho. Tem técnico que está fazendo a função de duas, três pessoas. O governo quer propaganda. Ou a gente se mobiliza ou não vai rolar”, disse a servidora Gisele Oliveira, do campus Penedo.
Mobilização conjunta
Além do dia de paralisação e da mobilização marcada pela manhã no Ifal, os/as servidores/as públicos/as federais estarão unidos no Centro de Maceió para uma panfletagem em defesa dos serviços públicos, a partir das 15 horas.
“Nós que lutamos para que esse governo fosse eleito e temos todas as condições morais de exigir respeito. Ou a gente luta, ou a gente fica com as migalhas. Para ter reajuste, vai ter que ter luta”, concluiu o diretor do Sintietfal, Arthur dos Anjos, convocado todos/as para participar do dia de paralisação.
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