Em Estado de Greve, Servidores/as realizam paralisação no Ifal
Os/as servidores/as do Ifal aderiram à paralisação do serviço público federal, realizada nesta quarta-feira, dia 28 de fevereiro. O Dia Nacional de Luta acontece simultaneamente à Mesa Nacional de Negociação Permanente e tem como pauta a recomposição salarial, reestruturação das carreiras, equiparação dos benefícios e mais verbas para a educação.
A decisão de paralisar as atividades e entrar em Estado de Greve foi tomada em Assembleia Geral do Sintietfal, realizada na última sexta-feira, dia 22 de fevereiro, atendendo ao chamado do Fórum de Entidades Nacionais dos/as Servidores/as Públicos/as.
Em diversos campi, como Murici e Piranhas, a unidade de ensino ficou completamente sem atividades, já que contou também com a adesão dos/as estudantes, mobilizados por seus grêmios estudantis e a Fenet.
Em Penedo, o campus parou para debater a luta pela educação e pelos direitos dos/as servidores/as. No turno da manhã, foi realizado um café coletivo e uma roda de conversa no pátio. Ao final da atividade, estudantes, docentes e TAEs foram à entrada do campus registar o momento de luta e paralisação da unidade de ensino.
A grande concentração de servidores/as foi realizada no campus Maceió. Por volta das 6h30, a entrada da unidade de ensino já estava fechada e um café da manhã foi servido para docentes, TAEs e estudantes. A mobilização continuou até às 10 horas, quando uma carreata foi organizada em direção à reitoria do Ifal, onde foi finalizado o ato.
O presidente do Sintietfal, Yuri Buarque, ao microfone, lembrou que a campanha salarial, tanto de 2024 quanto a de 2023, tem em sua pauta o “revogaço” e que, portanto, aquela manifestação é também contra a centralização das aposentadorias e pensões no INSS, realizada pelo governo Bolsonaro e pelo reitor Carlos Guedes, que o governo Lula mantém.
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“Nesse dia 28 de fevereiro, nós estamos fazendo mobilização e paralisando as atividades dos Institutos Federais em todo o Brasil, em defesa das nossas carreiras, da recomposição salarial, em defesa do dinheiro cortado dos Institutos e Universidades Federais. Queria aproveitar esse momento para fazer uma denúncia gravíssima. O governo federal respondeu ao nosso pedido, que conquistamos com muita luta, dizendo não iria devolver as aposentadorias e pensões para o Ifal. E ainda confessa que não quer ter o trabalho de devolver para focar na criação de outro órgão gestor de aposentadorias”, afirmou Buarque, convocando a categoria a abraçar a luta pela revogação do Decreto nº 10.620/21.
O presidente do grêmio estudantil do campus Maceió, Gustavo Henrique, também se fez presente no ato e afirmou que os/as estudantes estão juntos na luta pela educação. “Estamos aqui declarando nosso apoio porque essa luta não é construída somente pelos servidores/as ela é construída também em conjunto com os/as estudantes. Não é uma reivindicação somente dos professores porque a educação tem que ser prioridade”, disse o estudante representando a Fenet.
O sindicato ainda percorreu os corredores e as salas de aula do campus Maceió, verificando que todo o bloco principal estava sem aulas e apenas poucas salas no bloco técnico tinham atividades com número reduzido de aluno/a.
“A avaliação desse ato constata que, com essa última semana de preparação, o dia de hoje foi um sucesso. Vários campi completamente sem aulas e o campus Maceió, que é o maior e mais difícil de paralisar, está quase que completamente parado representando grande adesão ao movimento. Nossa luta hoje se fortalece e precisa continuar, sigamos!”, disse a diretora do Sintietfal, Anny Barros, professora do campus São Miguel.
No início da tarde, uma delegação do Sintietfal ainda foi ao Campus Benedito Bentes e ao campus Arapiraca. A partir das 15 horas, será realizado um ato unificado dos/as servidores/as federais no calçadão do comércio.








