20 de fevereiro de 2024

8M: Mulheres preparam marcha por direitos em Maceió

O Dia Internacional da Mulher será marcado pelas tradicionais manifestações das mulheres em todo o mundo. Em Maceió, ocorrerá uma marcha, no dia 8 de março, contra o machismo e em defesa de seus direitos, de seus corpos e territórios.

A concentração da mobilização está prevista para às 9h, na Praça Deodoro, em frente ao Tribunal de Justiça, e caminhada até o Palácio do Governo.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL), para se protegerem de violência doméstica, 3.869 mulheres solicitaram e receberam medidas protetivas pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), em 2023.

Em Alagoas, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública do ano passado, todos os índices relacionados à violência contra a mulher aumentaram em 2022. Dentre esses indicadores, estão: o aumento de feminicídios; agressões em contexto de violência doméstica; número de ameaças; registros de assédio sexual e importunação sexual.

“Nos 10 primeiros meses de 2023, o Ligue 180 registrou mais de 74 mil denúncias de violência contra a mulher, segundo o site do Ministério das Mulheres. Desse total, cerca de 32 mil mulheres, que entraram em contato para denunciar os mais diversos casos de agressão, eram negras. No 8M nós queremos muito mais que elogios, mensagens singelas ou flores. Queremos respeito, dignidade, políticas públicas eficientes e segurança para vivermos em paz”, afirmou Ana Lady, diretora do Sintietfal.

Sobre o 8 de março

O Dia Internacional da Mulher foi resultado da proposta de Clara Zetkin, membra do Partido Comunista Alemão, que propôs no II Congresso Internacional de Mulheres socialistas, em 1910, a criação de um Dia Internacional da Mulher. A ideia surgiu após uma onda de protestos realizados pelas mulheres operárias e do movimento feminista, que lutavam por melhores condições de trabalho, de vida e de direitos eleitorais.

Em 1917, houve um marco ainda mais forte para o Dia da Mulher se tornar o 8 de Março. Naquele dia, operárias saíram às ruas para se manifestarem contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução Russa.

No século XIX, após a segunda guerra mundial, a data se tornou o principal símbolo em homenagem à mulher, em alerta à violência de gênero, ao assédio sexual, moral, às desigualdades em âmbito de trabalho e ao feminicídio. A Organização das Nações Unidas reconheceu o dia 8 de março, em 1975.

20 de fevereiro de 2024

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