NEM: votação é adiada, e Sintietfal convoca categoria para manter luta pela educação
Assista vídeo do professor Flávio Veiga, diretor do Sintietfal

São Paulo (SP), 15/03/2023 – Estudantes secundaristas protestam pedindo a revogação do Novo Ensino Médio, na Avenida Paulista. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Fruto da pressão do movimento estudantil e sindical, o deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), relator do projeto de lei que modifica a reforma do ensino médio, atendeu ao pedido do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e anunciou, nesta terça-feira, 19 de dezembro, o adiamento da votação da matéria para março de 2024.
“Graças às articulações da frente parlamentar pela educação, de movimentos estudantis, de organizações como a UNE e a UBES, os sindicatos de educação como o Sinasefe, Andes, entre outros, nós conseguimos barrar a votação para março de 2024”
Com o novo prazo, o Sintietfal convoca todos/as/es para manter erguida a luta pela revogação total do Novo Ensino Médio. “Contudo, isso não significa que estamos a salvo, se faz necessária uma articulação, um debate com a sociedade, um debate com os/as estudantes da rede estadual e de institutos federais, visto que o Novo Ensino Médio que já nasce velho, tem na sua matriz curricular o sonho das ilusões, vende ilusões”, afirmou o diretor do Sintietfal, Flávio Veiga.
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Confira o vídeo do diretor de políticas educacionais do Sintietfal, Flávio Veiga, alertando acerca dos problemas do NEM e mobilizando a categoria para defesa da educação pública, gratuita e de qualidade. “Revoga novo ensino médio. Por uma escola pública plural, inclusiva. Por uma escola para cidadania, que qualifique os/as jovens filhos/as da classe trabalhadora, para o mundo do trabalho com igualdade e competitividade e, principalmente, com uma formação cidadã e humanista”, afirmou o diretor do Sintietfal, Flávio Veiga.
Uma pesquisa da Unesco no Brasil revela uma insatisfação generalizada entre alunos, professores e gestores com as mudanças implementadas no novo ensino médio. Enquanto 56% dos alunos se declaram insatisfeitos, esse índice chega a 76% entre os professores e a 66% entre os gestores, ambos atores fundamentais no processo educacional.


