Sem avanço: Reunião da Mesa de Negociação acaba sem revogação de medidas danosas ao serviço e servidores/as públicos
A reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente, realizada nesta terça-feira, 27 de julho, encerrou sem grandes avanços. Segundo informe do Sinasefe, o Governo Federal não se mostrou disposto a revogar medidas, decretos e portarias danosas aos/às servidores/as e serviços públicos.
“Para nossa surpresa, o governo está muito firme em defesa daquilo que Bolsonaro produziu. É possível que no processo ele mude? Ele disse que a negociação é lenta, que é um processo permanente, já que a questão salarial termina 31 de agosto, mas essas questões podem continuar… tudo isso nós entendemos, mas não dá para aceitar a manutenção da Instrução Normativa nº 54, que proíbe que a gente faça greve, que ameaça cortar nossos salários. Nós temos que avançar imediatamente algumas questões que consideramos fundamentais”, afirmou David Lobão, coordenador geral do Sinasefe, chamando a categoria para se mobilizar.
No dia 1º de agosto, será realizada uma Plenária Nacional dos/as servidores/as públicos/as federais em defesa dos salários e reestruturação de carreiras. “Nós precisamos da participação de todos/as da base do Sinasefe, é importantíssimo esse momento, para que o governo possa ver que estamos organizados/as e mobilizados/as para reivindicar nossos direitos. Contamos com vocês às 18 horas pela plataforma Zoom”, convidou Ivo da Silva, secretário jurídico do Sinasefe.
Sobre a MNNP
A reunião da terça-feira foi o sétimo encontro do ano da Mesa Nacional de Negociação Permanente e o segundo para tratar da campanha salarial 2024. Nesta específica, a pauta foi a revogação de Medidas Provisórias, Portarias e Decretos que atacam os servidores e os serviços públicos. A próxima reunião que terá como pauta questões salariais está marcada para 4 de agosto, próxima sexta-feira.
A MNNP é composta pelo Fonasefe, Fonacate, Centrais Sindicais e o MGI, representando o Governo Federal. Desta reunião, David Lobão, coordenador-geral do Sinasefe, representou Fonasefe, e Diego Simões, tesoureiro do Sinasefe, representou a Intersindical-CCT.



