Marechal Deodoro: ato cobra a contratação de intérprete de libras
Mobilização marcou um ano da chegada da primeira estudante surda ao câmpus Marechal
Na última sexta-feira, dia 15 de maio, completou-se um ano da chegada da estudante Laryssa Conceição ao câmpus Marechal Deodoro do IFAL e da luta pela contratação de um/a intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) para a unidade de ensino.
Como forma de pressionar a reitoria e cobrar publicamente a chegada de um/a profissional que auxilie no aprendizado da estudante, a comunidade acadêmica do câmpus Marechal Deodoro realizou uma mobilização no pátio da instituição.
A descomemoração por um ano de espera contou com a participação da Direção do Câmpus, do Sintietfal, do Grêmio Estudantil Nelson da Rabeca, do Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Específicas (Napne MD), de estudantes e da mãe da aluna com necessidade especial.
“Estamos sem intérprete de Libras para alunos e alunas com esta necessidade em Marechal Deodoro! Há um ano a aluna Larissa suplica à Reitoria do IFAL contratação de intérprete de Libras. Até de sazonal e gasto desnecessário esse profissional foi chamado pela Reitoria. Agora o MEC libera os códigos de vagas, a justiça determina contratação imediata, há concursados esperando e nada do profissional”, afirmou indignado o professor de física de Marechal Deodoro e membro do Sintietfal, Ederson Matsumoto, o Japa.
A mãe da estudante surda, que já conquistou decisão favorável pela contratação imediata de um/a intérprete, esteve na atividade segurando um cartaz com os dizeres “SOS Reitoria” ao lado de Laryssa Conceição, pedindo celeridade no pleito. “É um direito que precisa ser garantido à minha filha, de ter o acompanhamento adequado dentro da sala de aula”, disse Edna Conceição.
Desde a chegada de Laryrssa ao câmpus Marechal Deodoro, a comunidade acadêmica tem se mobilizado para garantir sua inclusão, dentro e fora da sala de aula. A aluna tem desenvolvido o aprendizado da Língua Portuguesa e de outras disciplinas por meio de monitorias, com estudantes fluentes ou com conhecimentos na língua de sinais. Além disso, o projeto de extensão “Escola em Libras” tem difundido a língua entre a comunidade, estimulando a comunicação com pessoas surdas.
Apesar das iniciativas no câmpus, a ausência de um profissional contratado para acompanhar estudantes surdos é bastante sentida e compromete o ensino. “Sem intérpretes, professores não têm condições de desenvolver o ensino com o aluno surdo, nem há condições da aluna ser avaliada. É uma situação insustentável”, defendeu o professor Matsumoto.
Além de Marechal Deodoro, outros câmpus do IFAL também passam pela mesma dificuldade e aguardam ansiosamente pela contratação de intérpretes. Caso não se proceda a efetivação de profissionais específicos para acompanhar estudantes surdos/as, o Sintietfal tende a organizar mobilizações em favor da inclusão e do direito dos alunos.
“Definimos esperar até o final da semana que vem para ver se surte efeito nosso ato e há alguma movimentação de contratação real. Caso não, o Sintietfal deve chamar uma manifestação na porta da Reitoria com a comunidade de Marechal Deodoro e de outros câmpus que se sensibilizam e/ou passam pelo mesmo problema”, concluiu o dirigente sindical.
Com informações: Ascom/IFAL Marechal Deodoro
Fotos: Cortesia









