Após cobrança de servidores, Reitoria publica portaria para reverter corte de ponto
Os servidores técnico-administrativos do IFAL devem receber nos próximos meses os valores descontados pela Reitoria de seus contracheques de dezembro. Após cobranças, o Reitor em exercício, Carlos Guedes, publicou a Portaria 103/GR prorrogando o prazo de teste do ponto eletrônico e, com isso, suspendendo sua implicação financeira no ano de 2017.
O cancelamento dos cortes foi motivado pelos protestos dos servidores e do próprio sindicato, que divulgou texto denunciando publicamente o corte como um ataque à categoria. (Ver Reitoria persegue e desconta salários de TAEs no IFAL)
“Achamos absurdo a Reitoria ter cortado o ponto dos servidores sem ao menos ter feita uma comunicação anterior e sem analisar cada caso. A publicação da portaria é uma importante forma para remediar essa situação e possibilitar a devolução do dinheiro descontado”, disse Marília Souto, diretora de comunicação do Sintietfal.
A confirmação da publicação da portaria foi feita pelo próprio reitor em exercício, durante a visita do Sintietfal à Reitoria do IFAL, nesta terça-feira, 16 de janeiro.
Na ocasião, o diretor jurídico, Yuri Buarque, a diretora de comunicação, Marília Souto, e o diretor municipal, Ederson Matsumoto, estiveram na Reitoria visitando os setores para dialogar com os servidores que também tenham sofrido do mesmo ataque. Além disso, a comitiva sindical se reuniu com o setor de pagamento da Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP) para maiores esclarecimentos sobre os cortes.
Explicações
Em reunião realizada entre o Sintietfal e o Departamento de Administração e Pagamento Pessoal da DGP foram debatidas diversas questões sobre o controle de ponto dos servidores e colhidos esclarecimentos que, para a diretoria sindical, reforça falibilidade do ponto eletrônico.
“Obtivemos uma série de informações que reforçam o pensamento do sindicato que é necessário e urgente rediscutir o controle de ponto dos servidores. É perceptível que o ponto eletrônico não contempla nossas demandas e resultará em novas injustiças para os servidores”, afirmou Yuri Buarque, diretor jurídico do Sintietfal.
Sobre o fato do desconto do salário dos servidores, do período de junho a dezembro de 2017, só ter acontecido em dezembro foi apresentada pelos próprios servidores do setor a carência de pessoal para dar conta da demanda como a razão de ter acumulado os descontos todos para o último mês do ano.
“Uma das justificativas para utilização do ponto eletrônico foi a facilidade em operacionalizar e acompanhar a frequência dos servidores. Esse lapso temporal entre a falta e o desconto impossibilitou de os servidores se esclarecessem e buscassem resolução sobre o possível desconto. E isso acaba revelando outro problema, a falta de condições materiais e pessoais no serviço público”, observou o dirigente sindical, Ederson Matsumoto, o Japa.
Além disso, ficou perceptível a mecanização da relação de trabalho com a ausência de análise individual dos casos. “Houve descontos de servidores que tinham de 3 minutos de atraso até de outros que possuíam horas sobrando no sistema. Essas questões que podem ser resolvidas com facilidade entre a chefia e o servidor, pedindo para compensar, por exemplo. Mas a questão é que a forma como o sistema se apresenta dificulta esse tipo de solução”, explicou o TAE Yuri Buarque.
Outro ponto cobrado pelo Sintietfal na Reitoria foi a inclusão da ocorrência “participação em atividade sindical” no sistema do ponto eletrônico. Essa reivindicação está apalavrada pela gestão desde o mês de maio de 2017 e até agora não foi implantada. Para formalizar a cobrança, o Sintietfal entrou com uma petição administrativamente e aguarda a solução da demanda. Atualmente, o processo encontra-se parado na DGP desde o dia 7 de dezembro.




