Contra as Reformas, classe trabalhadora retoma às ruas no Dia Nacional de Paralisações
Servidores paralisam IFAL e fortalecem as mobilizações na capital e no interior
O Dia Nacional de Paralisações, 10 de novembro, foi marcado por grandes mobilizações contra as reformas de Temer, retomando as lutas de rua em todo o país. Em Alagoas, cerca de 5 mil pessoas participaram do ato no Centro de Maceió. Houve também manifestações em Piranhas, Arapiraca e Delmiro Gouveia. Os servidores do IFAL não ficaram de fora. Aderiram em massa ao dia de lutas, paralisaram seus câmpus e participaram das mobilizações.
O maior ato, o da capital, foi organizado pelo Fórum Alagoano em Defesa da Previdência e contra as reformas de Temer, que conta com participação ativa do Sintiefal, e reuniu trabalhadores/as da cidade e do campo na Praça Sinimbú a partir das 8 horas da manhã.
Com carro de som, faixas e aos gritos de “Fora,Temer”, a passeata tomou as principais ruas do Centro. Sua primeira parada foi em frente à Caixa Econômica e aos Correios – que se encontravam fechados por manifestantes – exigindo o fim das privatizações. Diante do Palácio do Governo, o ato reivindicou a defesa das estatais, como a Casal e a Eletrobrás, ameaçadas pela privatização do governo estadual e federal. No calçadão do comércio, a mobilização foi encerrada dialogando com os comerciários sobre os prejuízos da reforma trabalhista.
Para Silvia Regina, vice-presidenta do Sintietfal, a grande manifestação foi reflexo da insatisfação popular contra Temer e seu pacote de maldades. “Achei que foi um movimento muito bonito. Além de demonstrar a insatisfação de todos com a política do Governo Temer, demonstrou que os trabalhadores estão mais conscientes de que o espírito de coletividade é que fortalece a luta das categorias. Serviu de termômetro para verificarmos o poder de agregação dos trabalhadores contra os ataques que visam às retiradas dos direitos e das garantias constitucionais, como a reforma da previdência, que está na iminência de acontecer”, disse.
Com bastante adesão de sua base, faixas e bandeiras, o Sintietfal teve destaque no ato. O diretor sindical, Flávio Veiga, em nome da categoria, denunciou o desmonte da educação pública ao microfone. “Esse governo golpista está querendo acabar com a educação pública e com os servidores públicos. Além da diminuição do orçamento, a MP 805 é um afronte aos direitos dos professores e TAEs. Estamos aqui, nas ruas, para dizer que não aceitaremos nenhum direito a menos e resistiremos na luta”, declarou Veiga.
A manifestação nacional, realizada um dia antes da entrada em vigor da nova legislação trabalhista, teve o objetivo de barrar os ataques aos direitos dos trabalhadores, exigindo a revogação da reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017), o arquivamento da reforma da Previdência, a defesa dos serviços públicos e do fim das terceirizações, das privatizações e do trabalho escravo.
Interior
Além da capital, aconteceram manifestações no dia 10 de novembro nos municípios de Arapiraca, Delmiro Gouveia e Piranhas, sendo este último uma iniciativa dos estudantes do IFAL.
Para o dirigente sindical, Claudemir Martins, o ato revelou o protagonismo estudantil na luta em defesa de direitos. “Parabenizo os estudantes e as estudantes do Ifal Piranhas. Nos enchem de esperanças ao vê-los e vê-las mobilizados, lutando, na rua. Foi muito bonito. Continuamos na luta, firmes, contra os políticos golpistas e corruptos, contra um governo afogado na lama da corrupção, contra o discurso do ódio, da violência, do preconceito, daquele “misto” de cidadão, que quer ser Presidente. Continuamos firmes na construção de outra sociedade, sempre. Viva a luta!”, afirmou Claudemir.
A mobilização no sertão contou com a participação do Sintietfal, Sinteal, MST e pais e mães de alunos.












