2 de outubro de 2017

Sindicatos e movimentos sociais pautam defesa de direitos na 8ª Bienal do Livro

A 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas iniciou suas atividades na noite da última sexta-feira, 29 de setembro. Só em seu primeiro final de semana, milhares de pessoas foram ao Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso visitar os estandes, participar de debates e conferir o maior evento literário de Alagoas.

Já na abertura, sindicatos e movimentos sociais estiveram presentes no evento chamando a atenção para a luta por direitos. Com uma grande faixa, com dizeres “Salve a universidade pública”, o Sintufal denunciou a política de desmonte da educação federal.

Por sua vez, os movimentos sociais do campo prepararam uma mobilização para denunciar as injustiças nos 200 anos de Alagoas. O ato, realizado pela Comissão Pastoral da Terra e pelo Movimento de Libertação dos Sem-Terras, fez parte do encerramento do Seminário “200 anos de Alagoas: latifúndio, cerca e exclusão”.

Ambas as manifestação contaram com a participação do Sintietfal, representado por Fabiano Duarte, Claudemir Martins e Arthur dos Anjos. Para o dirigente sindical Claudemir Martins, a mobilização do campo foi impactante e denunciou a exclusão social gerada pelo latifúndio na história de Alagoas.

“Os camponeses e camponesas realizaram um belo ato na abertura da Bienal do Livro. Eles ocuparam o Centro de Convenções com bandeiras, hinos da luta e produtos cultivados nos acampamentos e assentamentos. Nós estivemos juntos, fortalecendo a luta pela reforma agrária, contra o governo golpista e em defesa da educação pública. Denunciamos também a exclusão e violência oriundas do latifúndio”, disse o docente do câmpus Piranhas.

Mesa-redonda

Na primeira manhã do evento, no sábado, dia 30, o Sintietfal, o Sintufal e a Adufal realizaram um debate com o tema “As medidas de ajuste fiscal e seus impactos nos serviços públicos”. A mesa-redonda proporcionou uma reflexão principalmente sobre a situação de cortes que o governo Temer tem imposto à educação pública.

O professor Fabiano Duarte representou o Sintietfal na ocasião e defendeu a luta pela sobrevivência dos Institutos Federais. “Estamos vendo os impactos causados pela crise econômica e sistêmica do capital sobre as políticas públicas e, em especial, na educação técnica e profissional. A criação da Rede Federal de Educação, apesar de seus limites estruturais, foi a maior conquista do ponto de vista educacional das últimas décadas. Ela está seriamente ameaçada pelos golpistas que querem destruir todas as conquistas sociais, inclusive os Institutos federais e o ensino médio integrado”, disse Duarte.

“Nossa batalha deve ser defender a Rede e garantir o fortalecimento do ensino profissional e tecnológico, para a gente poder discutir aspectos de politecnia na formação dos estudantes e filhos da classe trabalhadora”, completou o diretor de formação política do Sintiefal.

Estande

A presença do Sintiefal, já no primeiro fim de semana, ficou consolidada também através do estande que está sendo dividido com o Sintufal. Denominado Espaço Sindical, o local é um mais um ponto de encontro para os servidores do IFAL e da UFAL e sindicalistas.

No estante, estão disponíveis informativos, panfletos e cartilhas. Além disso, estão programados debates e o lançamento do novo site do Sintietfal.

O primeiro debate no espaço sindical está marcado para esta terça-feira, 3 de outubro, às 19 horas, como tema “Qual o futuro da Rede Federal de Educação Tecnolóiaca?”. A atividade será ministrada pelos professores Gabriel Magalhães e Fabiano Duarte.

Sintietfal indica

Como forma de facilitar a busca diante da diversidade de atividades que estão sendo realizadas na 8ª Bienal, o Sintietfal preparou um guia com dicas de debates. Clique aqui e confira.

2 de outubro de 2017

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