“Não existe flexibilização em Piranhas”
O Câmpus Piranhas, de acordo com a Portaria nº 1491/GR, é a unidade do IFAL com menos ambientes de trabalho com jornada flexibilizada. A portaria, publicada pelo reitor Sérgio Teixeira no dia 14 de julho, reduziu de oito para apenas três a possibilidade de ambientes de trabalho com funcionamento de 12 horas ininterruptas.
Segundo a nova portaria, apenas os servidores lotados no ambiente de trabalho denominado “Coordenação de apoio acadêmico” e seus setores “biblioteca” e “tecnologia da informação” têm o direito de cumprir a jornada de seis horas diárias. Entretanto, nenhum setor funciona como determina a legislação da flexibilização.
“Na prática, nenhum servidor trabalha as seis horas, seja pela falta de quadros para atender os requisitos da portaria ou, simplesmente, por não terem sido orientados desse direito. Não existe flexibilização em Piranhas, ninguém lá está com o horário flexibilizado”, denunciou o diretor do Sintietfal lotado em Piranhas, Marcondes Inácio.
A nova portaria foi recebida pelos servidores do câmpus sertanejo com muita rejeição, pois em apenas 11 dias – da publicação da portaria 1377/GR para a portaria 1491/GR – o Reitor excluiu setores da jornada flexibilizada. E o pior, sem explicar o motivo da diminuição.
“Somos um câmpus que funciona os 3 horários, que possui mais de 5 anos e tem 21 servidores técnico-administrativos. Como se explica nosso câmpus ter apenas 3 setores flexibilizados? Estamos indignados, somos o que menos possui esse direito no IFAL”, afirmou Marcondes.
Atualmente, a Coordenação de Gestão de Pessoas, a Coordenação de Registro Acadêmico e o Departamento de Administração, segundo o site da transparência do IFAL, possuem já possuem servidores suficientes e atendem os requisitos para a flexibilização. Entretanto, foram limados da portaria do Reitor.
O diretor do Sintietfal apresentou ainda que, para os servidores do câmpus, é importante ter uma nova portaria com os ambientes de trabalho que serão contemplados com o funcionamento 12 horas ininterruptas, mesmo que ainda não tenham sido nomeados mais servidores.
“Para a gente é bom saber que o setor está contemplado, mesmo que hoje não tenha quadros suficientes para isso. A biblioteca, por exemplo, está na portaria, mesmo só tendo uma servidora. Isso representa que, logo que chegue outro servidor, esse setor poderá, de imediato, funcionar as 12 horas ininterruptas, com jornada de 6 horas diárias de cada”, explicou o sindicalista.
A direção do Sintietfal está decidida a lutar para que a flexibilização exista, de fato, em todos os câmpus e para que mais servidores possam ser contemplados. “Aqui em Piranhas, vamos nos reunir para reivindicar. Queremos cobrar da gestão, seja do diretor ou do reitor, o motivo de se ter sido reduzido e exigir que mais ambientes de trabalho tenham o nome publicado em uma nova portaria”, concluiu o TAE.


