Contra o direito do trabalhador, Reforma Trabalhista é aprovada no Senado
O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (12), por 50 votos a favor e 26 contra, a Reforma Trabalhista (PLC 38/2017), que retira inúmeros direitos garantidos aos trabalhadores na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A proposta agora parte para a sanção de Michel Temer, modificando em mais de 100 pontos a CLT, permitindo, dentre as alterações, que o acordado entre patrões e empregados prevaleça sobre o legislado nas negociações.
Da bancada alagoana, dois votaram contra Renan Calheiros (PMDB/AL) e Fernando Collor (PTC/AL). Já o senador Benedito de lira (PP/AL), votou a favor da Reforma Trabalhista ignorando o retrocesso que ela trará para os trabalhadores.
Para o presidente do Sintietfal, Hugo Brandão, a aprovação da reforma só demonstra o quão os senadores são submissos aos interesses dos ricos e desse governo ilegítimo. “É gravíssima a aprovação da reforma de ontem. É uma total desestruturação dos direitos dos trabalhadores, que foi realizada por esse congresso corrupto, todo comprado pelos empresários. Perdemos uma batalha. Mas a luta ainda não acabou, temos a Reforma da Previdência para barrar. Temos que nos revoltar com essas reformas, fazer novas greves e ocupar as ruas contra os desmandos desses bandidos”, afirmou.
Votação
A sessão começou às 11h da manhã, mas foi suspensa após as senadoras Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Regina Sousa (PT-PI) e Vanessa Grazziotin, do PC do B, ocuparem, como forma de protesto, o lugar reservado para o presidente do Senado.
Irritado com a situação, Eunício Oliveira (PMDB-CE) suspendeu a sessão e mandou apagar a luz e desligar os microfones do plenário. Após sete horas de resistência, a votação foi só foi iniciada por volta de 18h30.
Mesmo sob o protesto e sendo rejeitada pela imensa maioria da população, os senadores aprovaram a matéria sem nenhum destaque ao texto vindo da câmara federal. Agora, a reforma trabalhista segue para a sanção presidencial e terá um prazo de 120 dias para a entrada das novas regras em vigor.


