ANDES atualiza plano de lutas contra as reformas e reafirma necessidade da Greve
De 13 a 16 de junho aconteceu o 62º Conad (Conselho de Associações Docentes) do ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior), em Niterói (RJ). Foram quatro dias em que docentes de todo o Brasil discutiram a conjuntura, avaliaram e atualizaram o plano de lutas da entidade frente aos desafios políticos e organizativos.
Esse fórum deliberativo foi o maior da história em números de inscritos, com a presença de cerca de 70 sessões sindicais e de 57 delegações inscritas.
Os debates demonstraram o fortalecimento do Sindicato Nacional como uma entidade autônoma e democrática, em defesa da classe trabalhadora. Esse fórum deliberativo reforçou ainda a necessidade da intensificação da luta para barrar as contrarreformas e revogar as já aprovadas. Para isso foi destacada a necessidade da realização de uma forte greve geral no país como principal estratégia.
Plano de lutas
Foi aprovado um plano de lutas do ANDES-SN em diversas temáticas. Entre as principais deliberações estão a construção do III Encontro Nacional de Educação (ENE) em 2018, uma decisão pioneira do Sindicato Nacional sobre o acesso à educação e trabalho de pessoas com deficiência e o combate à xenofobia.
As deliberações e debates foram destacados na Carta de Niterói. No documento foram sintetizadas as resoluções aprovadas no Conad, reforçando a campanha lançada no evento contra o assédio sexual. Foi criada também uma comissão permanente de combate ao assédio e a atenção especial dada à política de inclusão.
O ingresso e permanência de pessoas com deficiência nas Instituições de Ensino Públicas que se colocam como importante desafio do sindicato nacional. A carta aponta ainda a atualização da consigna e os desafios a serem enfrentados daqui pra frente. Na atualização de seu plano de luta está previsto ainda a construção do III Encontro Nacional de Educação (ENE) em 2018.
Campanha contra o assédio sexual – O Andes-SN por meio do Grupo de Trabalho de Políticas de Classe, questões étnico-raciais, Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) – lançou uma campanha de combate ao assédio sexual com cartazes e adesivos e ainda um vídeo elucidativo sobre o que é o assédio sexual. O GTPCEGDS também apresentou uma nova edição, atualizada, da cartilha “Contra todas as formas de assédio, em defesa dos direitos das mulheres, das/os indígenas, das/os negros, dos LGBTs”. (acesso à cartilha)
O papel da CSP-Conlutas
O integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Paulo Barela, que fez uma saudação no primeiro dia do encontro, salientou que o Conad reafirmou o reconhecimento da Central como um polo de atração para todos os setores que querem lutar. “Do ponto de vista político, o fórum teve resoluções para fortalecer o chamado de uma nova Greve Geral no país, além apontar a necessidade de fortalecer todos os setores para combater Temer e suas políticas e avançar na derrubada das reformas, tanto a lei da terceirização quanto a Reforma Trabalhista”, salientou.
Mobilizações no segundo semestre
Para a presidente do Andes-SN Eblin Farage, que também integra a Secretaria Executiva da CSP-Conlutas, o evento foi muito positivo, pois atualiza o plano de lutas da entidade para armar melhor as lutas dos trabalhadores no próximo semestre. A dirigente destacou ainda a importância da atividade que reafirmou “a necessidade de construir uma nova greve geral e uma saída pelas mobilizações de ruas para barrar as contrarreformas”.
Eblin destacou como outro ponto principal do evento o lançamento da campanha contra o assédio sexual, que para ela, “foi um importante passo no avanço ao combate ao machismo dentro dos sindicatos”.
Moções
A plenária de encerramento aprovou 12 moções, entre elas de repúdio ao ato racista do Movimento Brasil Livre (MBL) contra Luiz Carlos Prates, dirigente sindical da CSP-Conlutas.


