Sintietfal repudia truculência da PM na Escola Campos Teixeira
O Sintietfal aprovou na Assembleia Geral desta quarta-feira, 31 de maio, uma moção de repúdio à truculência dos policiais militares na Escola Estadual Campos Teixeira, situada no bairro da Ponta da Terra, em Maceió.
A violência gratuita da PM aconteceu na última quarta-feira (24), quando um grupo de policiais, sob alegação de tráfico de drogas na instituição, entrou na escola e agrediu alunos. Um vídeo, que ganhou grande repercussão na internet, mostra o momento em que um policial se aproxima de um estudante em aula e o agarra pelo pescoço.
De acordo com Jussicleide Vital de Souza, assistente social do IFAL e professora da Escola, a açõa da PM foi um verdadeiro crime contra a educação e uma banalização da violência. "Passamos por um massacre, fiquei atordoada quando soube desse episodio lamentável. O que estamos vivenciando é uma banalização da violência e precisamos lutar para acabar com isso. É uma causa que deve ser abraçada por todos os educadores", afirmou.
Em repúdio a violência ocorrida na Escola Campos Teixeira, diversas entidades já lançaram notas. A moça de repúdio do Fórum em Defesa da Aposentaria e Contra as Reformas, por exemplo, já conta com 47 assinaturas de entidades classista e organizações. Confira:
Nota de repúdio à ação da PM na Escola Estadual Campos Teixeira
O Fórum alagoano contra a reforma da previdência vem a público denunciar a ação desastrosa e ofensiva realizada pela Polícia Militar do Estado de Alagoas, ao passo em que se solidariza com as vítimas da violência policial e com suas famílias.
No dia 24 de maio de 2017 um batalhão da Polícia Militar realizou um operação na Escola Estadual Campus Teixeira, no bairro da Ponta da Terra, a qual resultou na agressão injustificada de estudantes. O batalhão da PM, sob o argumento que denúncias indicavam a prática de tráfico de drogas, coagiram, agrediram ,ameaçaram e caluniaram injustificadamente os estudantes, crianças e adolescentes da periferia da capital, e que se encontravam em período de aula.
Diversos relatos orais, vídeos e fotos demonstram que a atuação da PM exacerbou os limites do que se considera razoável. Nota-se que os agentes policiais não souberam lidar com a situação de suspeita e optaram, equivocadamente, pelo uso da força contra os estudante de maneira indiscriminada, de modo que vários foram detidos, e outros tantos, lesionados.
Os fatos narrados foram levados ao conhecimento das autoridades responsáveis, bem como já foi iniciada a tomada das medidas judiciais cabíveis, na tentativa de reparação imediata e eficaz dos prejuízos causados pelo despreparo dos agentes policiais que protagonizaram a desastrosa operação.
Ressaltamos que este tipo de prática, infelizmente já parte da rotina perpetrada contra a juventude pobre desta cidade, será fortemente combatida, na tentativa de que tal cultura racista e higienista não venha a se perpetuar contra os filhos e filhas das trabalhadoras e trabalhadores alagoanos.
Toda solidariedade às vitimas e às suas famílias.
Vocês não estão sós.
Assinam esta nota:
Sintietfal
Sinpro
CTB
Contee
Fitraene
Urbanitários
Sitramico
Adufal
MST
CUT
Sintufal
Sinttro
Sindprev
CNTSSCUT
Sindpetro
CSP-Conlutas
Sintect-AL
Sinteal
CNTE
Sindicato dos Bancários
SINTEP-AL
Unidade Classista
SAE-AL
Laboratório Alagoano de Teatro do Oprimido – LATO
SINDTICMAL -AL
Movimento de Mulheres Olga Benário
Movimento Correnteza
Movimento Luta de Classes – MLC
União Secundarista dos Estudantes de Alagoas – USEA
União da Juventude Socialista – UJS
Associação dos Estudantes Secundaristas de Alagoas – AESA
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES
União Nacional dos Estudantes – UNE
Movimento Vem Quem Tem Coragem
Movimento Cultural Alagoano – MovA
UJC-União e Juventude Comunista
Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro
Coletivo LGBT Comunista
PCB-Partido Comunista Brasileiro
Unidade Popular pelo Socialismo – UP
União da Juventude Rebelião – UJR
SINBÍBLIO
SINDIAERO
SINDMUPEAL
ATUFAL
SINTRACFC
SASEAL


