Prestação de contas do Sintietfal é aprovada por unanimidade
Durante a Assembleia Geral Ordinária realizada nessa quarta-feira, 24, no auditório do câmpus Maceió, foi aprovada, por unanimidade, a prestação de contas referente ao exercício social de março de 2016 a fevereiro de 2017 do Sintietfal.
Pela primeira vez nos últimos anos, os servidores discutiram e deliberaram sobre as contas do sindicato. Apesar do estatuto da entidade exigir que a AGO aconteça anualmente, em no máximo 3 meses após o exercício social, há anos não acontece uma assembleia de prestação de contas.
"A realização dessa assembleia confirma o compromisso do sindicato com a transparência. Foram vários anos sem prestação de contas da entidade, a última gestão (2009-2012) fez um grande desserviço à categoria. A nossa gestão "Avançar nas Conquistas e na Reconstrução Sindical" está dedicada em criar na categoria uma cultura de participação e fiscalização de um recurso que é deles por direito", explicou Gabriel Magalhães, tesoureiro do Sintietfal.
Os servidores Roberval Santos da Silva, Anna Júlia Guirizatto, Thiago Bianchetti e Arthur Barbosa, membros do conselho fiscal do Sintietfal, foram os responsáveis pela análise detalhada das despesas, receitas, investimentos e patrimônio da entidade.
"Em quase seis anos de Instituto Federal não lembro do empenho de outras gestões preocupadas com a prestação de contas. O sindicato está de parabéns por ter a transparência como um dos alicerces para o crescimento da categoria em suas lutas", disse o presidente do conselho fiscal, Roberval Santos.
Após a apresentação realizada pela diretoria do Sintietfal e a leitura do parecer do Conselho Fiscal, como manda o rito estatutário, foi solicitado aos presentes na assembleia que indicassem um membro da base para conduzir o processo de votação. A servidora do Câmpus Murici, Francine Lopes, colocou o tema para apreciação e prestação de contas foi aprovada sem nenhuma ressalva.
Planílias
Durante a AGO, a diretoria do sindicato apresentou para os servidores planilhas com a execução de despesas do primeiro ano de mandato. Através de slides, o tesoureiro Gabriel Magalhães, mostrou o quanto foi gasto com as lutas, a greve, as atividades sindicais nacionais, a folha de pagamento e os investimentos na sede. Confira aqui os slides.
De forma positiva, o sindicato conseguiu está presente nas lutas em Alagoas e no Brasil, realizar assembleias nos câmpus do IFAL, reerguer a sede, sanar dívidas e ainda constituir uma poupança para realizar investimentos futuros ou servir de reserva para a luta.
Um dos pontos que mais chamou a atenção foram os débitos deixado pela gestão anterior, assim como o abandono da sede, que precisou de bastante reparos e investimentos da atual gestão.
“A administração anterior deixou um débito de R$ 46, 229,52, 8,5% de toda a receita que tivemos em um ano. Foram R$ 13 mil com aluguel da antiga sede, R$ 10 mil com tarifas bancárias, R$ 4,495,00 em conta telefônica, além de pendências trabalhistas”, descreveu o tesoureiro do Sintietfal.
Mesmo sendo pendências da gestão passada, o Sintietfal teve que assumir enquanto entidade os ônus da má administração. “Não herdamos prestação de contas da gestão anterior e não temos como fazer a auditoria por ausência de documentos. O que vamos fazer é cobrar do gestor anterior todos os passivos deixados. Não fizemos anteriormente porque ainda tem um acordo judicial sendo fechado. Mas vamos reivindicar esses passivos na justiça”, afirmou.
Transparência
Os balancetes financeiros trimestrais estão disponibilizados no site e foram publicados nos jornais impressos do Sintietfal. A prestação de contas do exercício social março de 2016 a fevereiro de 2017 também se encontra disponível e organizada para eventual auditoria ou mesmo consulta dos sindicalizados.
“Acompanhamos mês-a-mês as notas ficais e verificamos os serviços executados nesse exercício social. Revisamos tudo e esclarecemos que qualquer servidor também pode fazer o mesmo, ir na sede do sindicato, solícitas as notas e conferir essa prestação. O dinheiro e o patrimônio são de toda a categoria e devemos zelar por ele”, afirmou o conselheiro fiscal, Roberval Santos.


