28 de junho de 2017

Dia do Orgulho LGBT: a batalha de Stonewall continua!

O dia 28 de junho é celebrado o Dia do Orgulho LGBT ((lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais). A data é uma referência ao episódio vivido em 1969, em Nova Iorque, quando os frequentadores do bar Stonewall Inn, em sua maioria gays, lésbicas e trans, reagiram aos constantes ataques da polícia contra a comunidade LGBT.

 

A série de protestos desencadeados a partir desta noite ficou conhecida como a “Revolta de Stonewall” e se transformou num marco na luta contra a descriminação, intolerância e  violência contra pessoas LGBTs.

 

48 anos depois, em pleno século XXI, a luta vivida nos Estados Unidos permanece atual. Em 72 países ter relações com pessoas do mesmo sexo é considerada um crime. Em todos os países do mundo acontecem mortes e agressões provocados pelo ódio disseminado contra seres humanos simplesmente pela orientação sexual ou por serem transgêneros ou travestis.

 

Em Alagoas, em pleno Dia do Orgulho LGBT, foi registrada a 85ª morte por transfobia só de 2017. Carla foi vítima de violência na noite do dia 25 de junho e estava internada no HGE, até seu falecimento na manhã desta quarta-feira, 28.

 

É preciso continuar assumir a luta pela diversidade como um ato político necessário para vencer a violência e o preconceito. O Sintietfal se solidariza com todas as vítimas da intolerância e se soma na luta pelos direitos de pessoas LGBTs.

 

Por justiça à Carla e todas as vítimas do preconceito.

Que o amor vença o ódio e a intolerância!

 

Mensagem da CSP-Conlutas

 

O Setorial LGBT da CSP-Conlutas publicou uma nota especial para a data, convocando as pessoas LGBTs à lutarem por direitos. Confira abaixo:

 

 

Vamos colorir a Greve Geral para derrotar governo, congresso e as reformas Trabalhista e da Previdência

 

O dia 28 de Abril e a Marcha a Brasília mostraram o caminho. Temos mais um dia de Greve Geral marcado para o dia 30 de junho que vai fazer história.

 

Em Brasília, as LGBTs e as nossas bandeiras resistiram lado a lado com os outros trabalhadores às bombas da polícia, aos ataques do governo Temer e de seu Congresso de picaretas e LGBTfóbicos.

 

Queremos reviver a luta de 48 anos atrás quando as LGBTs trabalhadoras e pobres do Greenwich Village (Nova York) resistiram à violência e à opressão cotidiana! Fecharam as ruas e por seis dias combateram o cerco da polícia que os prendiam e torturavam nos guetos pela sua orientação sexual e identidade de gênero!

 

Hoje, aqui no Brasil, não vamos aceitar os ataques que vão acabar com a nossa aposentadoria, nem vamos morrer pela violência cotidiana e o desemprego que nos empurra todos os dias para o mercado informal, para prostituição e para o armário no local de trabalho!

 

As LGBTs são parte importante do total de milhões de desempregados hoje no Brasil, estamos nos postos de trabalho mais insalubres, ganhando menores salários, trabalhando mais e somos as primeiras a serem demitidas.

 

Vivemos o medo constante da demissão por nossa orientação e identidade de gênero, sem falar nas vezes que não somos contratados por “darmos pinta” ou dizermos abertamente quem somos! A realidade das LGBTs trabalhadoras, com o desemprego cotidiano, o trabalho informal e a violência, é que já não nos aposentamos e a Reforma Previdenciária de Temer vai piorar esse cenário. Com a Reforma Trabalhista seremos, junto com mulheres, negros e negras, as primeiras a trabalharem por jornadas desumanas e sem contrato fixo por medo de sermos demitidas.

 

O Brasil é o país onde mais se mata LGBTs, com 343 assassinatos registrados somente no ano de 2016. O governo Temer e o Congresso são coniventes com a barbaridade cotidiana que vivem as LGBTs, da mesma forma que foi no governo do PT. Nenhum deles fizeram nada para o combate à violência LGBTfóbica e tem as mãos sujas de sangue!

 

Por isso, dia 30 de Junho é dia de colorir a Greve Geral! Vamos reviver Stonewall e dizer que não vamos aceitar mais nenhuma morte como as de Dandara, Lexia, Camila, Jennifer e muitas outras pessoas trans assassinadas! As LGBTs não querem morrer sem trabalhar, nem trabalhar até morrer! As reformas não vão ferir nosso ORGULHO!

 

Stonewall

 

A revolta de Stonewall é um marco para o movimento LGBT organizado. As batidas policiais eram constantes no bar Stonewall Inn um dos poucos lugares em que as LGBTs da cidade de Nova Iorque conviviam e viviam sua sexualidade e gênero.

 

A realidade de abusos e violência LGBTfóbica virou um estopim, ou seja “desceram do salto 15” com vários dias de luta, junto aos negros e negras, o movimento de mulheres e o outros trabalhadores do Village. Revoltas e grandes manifestações varreram toda a cidade dando o início a 1ª Parada do Orgulho.

 

O Movimento LGBT não surge do armário dos gabinetes, nem das ONGs financiadas por empresas que só querem saber do lucro, mas dos bairros pobres, sendo construído na classe trabalhadora. Stonewall vive!

28 de junho de 2017

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