Sintietfal manifesta solidariedade à jovem Gabi (MG) e ao povo Gamela (MA)
O 28 de abril e o 1º de maio foram dias intensos de luta e de vitória para a classe trabalhadora. Nesse intervalo pequeno de dias, houve uma greve geral com a adesão de 40 milhões de pessoas e imensas manifestações do Dia Internacional do Trabalhador. Por outro lado, o Estado brasileiro mostrou seu caráter autoritário e a repressão policial e violência contra lutadores sociais gerou cenas vexatórias.
Nos atos da greve geral no Rio de Janeiro e em Goiânia, houve uma grande violência por parte da polícia, ferindo dezenas de manifestantes e impedindo o direito democrático à livre manifestação. O estudante da UFG, Mateus Ferreira, chegou a sofrer traumatismo craniano e múltiplas fraturas no rosto pelos golpes de cassetete do capitão da PM de goiana, Augusto Sampaio de Oliveira Neto.
Em São Paulo, além da repressão contra a gigantesca manifestação que ocorreu no Largo da Batata, três militantes do Movimento de Trabalhadores Sem-Teto (MTST) foram presos em outro ato. Sem provas e apenas com o testemunho de policiais, a Juíza Marcela Filus Coelho rejeitou o pedido de habeas corpus dos advogados e encaminhou Juraci Alves dos Santos, Luciano Antônio Firmino e Ricardo Rodrigues dos Santos para o Centro de Detenção Provisória Vila Independência, tornando-se os mais novos presos políticos do Brasil.
Em Minas Gerais, no município de Mário Campos, na região metropolitana de Belo Horizonte, cerca de 100 famílias organizadas pelo Movimento de Luta nos Bairros foram despejadas, em pleno 1º de maio, de um terreno que não cumpria função social. Sem mandado judicial e nenhuma piedade das famílias, a polícia de Minas Gerais protagonizou um show de horrores a ponto de atirar, a menos de 1,5 metro de distância, no rosto da garota Gabi, de apenas 14 anos. Outras pessoas também ficaram feridas, entre eles o advogado do movimento. Um dos apoiadores da ocupação, o coordenador nacional do Movimento Luta de Classes, Renato Campos, foi detido e passou 12 horas encarcerado sob a única alegação de ser comunista.
No povoado de Bahias, município de Viana, Maranhão, os indígenas Gamela sofreram um atentado, no dia 30 de abril, por parte dos fazendeiros da região. 13 indígenas ficaram feridos e três foram encaminhados, em estado grave, para o Hospital. Adeli Ribeiro Gamela, José Ribeiro Gamela e Inaldo Gamela foram atingidos por tiros no peito, cabeça e rosto. Adeli ainda sofreu golpes de facão e quase teve suas mãos decepadas.
O poder público, mesmo sabendo do possível ataque, não agiu para preservar a vida dos povos tradicionais. Permitiu que o discurso de ódio promovido pelo senador Aluísio Guimarães Mendes Filho (PTN/MA) legitimasse o ataque contra a vida dos indígenas.
Diante de tamanha repressão e violência, o Sintietfal repudia veementemente os casos acima citados e manifesta sua mais irrestrita solidariedade aos agredidos pelo Estado ou pelos jagunços dos ricos. Com a firmeza da pequena Gabi, que mesmo atingida, afirmou que “um tiro na boca não calará minha voz”, o Sintietfal reafirma seu compromisso com a luta dos trabalhadores como o único caminho para acabar com esse sistema injusto, violento e desigual.


