Saiba como foi a participação do Sintietfal no 31º Consinasefe
O 31º Congresso do Sinasefe, realizado de 18 a 21 de maio, em Salvador-BA, votou alterações no estatuto da entidade nacional. Foram 34 teses discutidas pelos 599 delegados e observadores presentes, representantes de 61 seções sindicais. O Sintietfal participou ativamente do congresso, defendeu posicionamentos e conseguiu aprovar emendas ao estatuto.
“Esse foi o maior fórum estatuinte do Sinasefe e mostrou uma grande preocupação da base em orientar o estatuto e a atuação do nosso sindicato nacional para o fortalecimento das lutas e da entidade. Serviu também para preparar para as batalhas políticas, de luta por direitos e de disputa de projeto de sociedade”, afirmou Hugo Brandão, presidente do Sintietfal.
A principal votação do congresso, ao qual o diretor do Sintietfal, Ederson Matsumoto, subiu à tribuna para sua defesa, foi a manutenção da filiação do Sinasefe à CSP-Conlutas. A proposta de passar a ter apenas o vínculo com a entidade, foi derrotada por 217 a 144 votos e 21 abstenções.
Outra proposta que houve protagonismo do Sintietfal, foi a de impor sanções no âmbito do Sinasefe aos membros da base que agirem com racismo, machismo e homofobia. A proposta foi defendia na tribuna por Hugo Brandão e Mayara Esteves, presidente e diretora de política associativas, respectivamente. Agora, aqueles de agirem com atitude discriminatórias perderão seus cargos no Sinasefe ou ficarão impedidos de participar dos fóruns da entidade.
O diretor de Formação de Política Sindical do Sintietfal, Fabiano Duarte, também subiu à tribuna para declarar seu voto enfatizando a necessidade de manter a filiação do SINASEFE com a CSP-CONLUTAS e apontando que a luta central do atual momento é a construção de um encontro nacional da classe trabalhadora para construir verdadeiramente pela base uma saída de poder popular.
Entre as teses aprovadas, esteve também a qual o presidente do Sintietfal e membro da Comissão Nacional Docente (CND) foi signatário. Agora, os membros para a Comissão Nacional de Supervisão do PCC/TAE e da Comissão Nacional Docente serão eleitos nominalmente, não sendo mais indicados os coletivos que compõem o Sinasefe.
A diretora do Sintietfal, Elaine Lima, coordenou o grupo de debates sobre teses estatuintes e esteve na mesa da grande plenária de votação dessas teses. Para ela, o congresso foi positivo e serviu para aprofundar o debate sobre sindicalismo classista.
“Foi fundamental para repensar o sindicato não apenas do ponto de vista econômico, mas principalmente do ponto de vista político, disputa da sociedade. Debatemos sobre intolerância e combate à todas as formas de opressão. Precisamos avançar na luta e fazer valer o tema desse congresso: nenhum direito a menos – por uma educação libertadora e emancipadora”, disse a sindicalista.
Mobilizações
A programação do Congresso do Sinasefe foi marcada também por diversas manifestações contra o governo Temer e contra o assédio moral. Em Salvador, logo após os escândalos que envolveu Temer, houveram atos em dois dias seguidos.
Houve ainda duas manifestações simultâneas em frente as reitorias do IFBA e IFBAIANO, ao qual lutou contra o assédio moral e a perseguição política contra servidores.
De acordo com Gabriel Magalhães, tesoureiro do Sintietfal presente no Consinasefe, as manifetações foram extremamente legitimas e confirmam a insatisfação do povo brasileiro . " Todos presentes no congresso foram para a rua e exigiram a saída de Temer e o fim de todas as suas reformas. Essa é uma resposta muito necessária aos constantes ataques que esse governo golpista vem realizando contra a classe trabalhadora", destacou.


