26 de maio de 2017

#OcupeBrasília: Marcha história põe em cheque Temer e suas Reformas

O ato Ocupe Brasília, realizado na tarde desta quarta-feira (24), na Capital do Distrito Federal, foi marcado pela forte repressão da Polícia Militar contra 200 mil manifestantes que marchavam em direção ao Congresso Nacional, pedindo a queda das reformas e do presidente Michel Temer (PMDB). A ação foi a maior já realizada desde o surgimento de Brasília.

 

A manifestação se concentrou às 11h da manhã, no Estádio Mané Garrincha e, no início da tarde, marchou em direção ao Congresso Nacional. As barreiras policiais, que pretendiam recolher as bandeiras dos manifestantes, não conseguiram conter os trabalhadores, estudantes, sindicalistas e pessoas sensíveis à causa que avançaram rumo a Esplanada dos Ministérios.

 

Quando os manifestantes ocuparam o gramado da Esplanada, o Batalhão de Choque da PM transformou a bonita manifetação em um verdadeiro cenário de guerra. Durante horas, bombas de gás lacrimogênio, de efeito moral e de pimenta, além de balas de borracha, foram disparadas contra os milhares de manifestantes na tentativa de evitar que a marcha prosseguisse. 

 

A ação truculenta não conseguiu intimidar os manifestantes. Houve forte resistencia e tentativa de revide ao massacre desenvadeado pela polícia. Insatisfeito com a força do protesto, Temer ainda assinou um decreto chamado GLO (Garantia da Lei e da Ordem), autorizando a utilização das Forças Armadas para conter os manifestantes. A medida usada pela ditadura militar gerou ainda mais revolta entre os manifestantes e bate-boca entre parlamentares.

 

O presidente do Sintietfal, Hugo Brandão, esteve presente no ato e destacou que a atuação da polícia só espelha a repressão desse governo golpista. 

 

“Toda essa violência só mostra o quanto esse governo é ilegitimo. Mesmo tentando reprimir e feriar as pessoas, nós não recuamos. Nossa luta está forte do que nunca, vamos seguir dizendo não as reformas, não a terceirização, não a corrupção e não a violência”, afirmou.

 

A manifestação encerrou no final da tarde deixando dezenas de feridos. Um deles foi vítima de disparos realizado por PMs com arma letal diante dos Ministérios. As Centrais Sindicais prometem manter a organização e luta dos trabalhadores contra as Reformas e o Governo Temer. O prómixo passo será uma nova greve geral.

 

"É necessário que organizemos uma Greve Geral de 48 horas. Só com o acúmulo e fortalecimento da luta dos trabalhadores, vamos conseguir derrotar as reformas de Temer e derrubar de vez este governo”, destaca Paulo Barela, representante da CSP-Conlutas.

26 de maio de 2017

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