Governo tenta acelerar votação de projeto que destrói os direitos trabalhistas
O governo Temer tentou retomar a normalidade de sua agenda de ataques aos direitos dos trabalhadores, ao marcar para hoje a votação da Reforma Trabalhista, no Senado Federal. Porém, um acordo entre o senador Paulo Paim (PT-RS) e os senadores governistas, conseguiu adiar para a próxima terça-feira (06), a votação do Projeto de Lei da Câmara nº 38/2017.
O PLC n° 38 ataca gravemente em mais de 50 pontos a legistação trabalhista, conforme apontou a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (ANMATRA), em documento com considerações jurídicas entregue à Presidência do Senado Federal, Eunicio Oliveira (PMDB), no último dia 18 de maio.
De acordo com o texto, a Reforma Trabalhista acabaca com as garantias trabalhistas dos empregados, além de ameaças a regras de segurança dos trabalhadores. O documento também ressalta a preocupação dos signatários com a liberação da prática da com a prática da terceirização de forma irrestrita em benefício das empresas e a falta de iqualdade no traramento entre o trabalhador terceirizado e o empregado contratado dretamente.
Para o presidente do Sintietfal, Hugo Brandão, o momento é de pressionar ainda mais o governo. "A proposta é uma verdadeira agressão a todos os trabalhadores e trabalhadoras, o documeto construído pela ANAMATRA só confirma isso. Precisamos continuar lutando e dizendo para esse governo golpista que não cederemos. A próxima Greve Geral é mais uma resposta do povo aos desmandos de Temer", afirmou.
O documento da Anamarta foi assinado por 17 Ministros do Tribunal Superior do Trabalho. Clique aqui e confira o texto na íntegra.


