Diretor do Sintietfal em Piranhas é premiado em evento regional de Agroecologia
O artigo escrito pelo diretor do Sintietfal em Piranhas, Claudemir Martins, que relata a experiência do programa de extensão Minha Comunidade: uma parceria IFAL/MST no sertão alagoano, venceu a categoria “Relatos de Experiências” do XVI Encontro Regional de Agroecologia do Nordeste (ERA).
Sob o tema “Na rota do Velho Chico: a agroecologia e os movimentos sociais na luta contra as opressões no campo e na Academia”, esta edição do ERA premiou trabalhos científicos divididos em 13 categorias. A premiação foi realizada no dia 1º de maio, finalizando as atividades do encontro.
Para Claudemir Martins, diretor do Sintietfal em Piranhas, o reconhecimento é fruto de um trabalho coletivo que busca estreitar os laços entre comunidade e academia.
“Aproximação do Ifal com os movimentos sociais é de fundamental importância para que as comunidades rurais possam ter acesso ao conhecimento acadêmico. Além disso, ao fomentarmos iniciativas como essa potencializamos ainda mais o ensino, pesquisa e extensão dentro dos IFs”, afirmou.
O vencedor da categoria explicou que a ideia de escrever o artigo surgiu por intermédio do programa de extensão Minha Comunidade no Instituto Federal de Alagoas – Campus Piranhas, do qual participou como coordenador, ao lado da também diretora do Sintietfal, Laís Góis. O programa teve a participação direta e indireta de 11 professores, 1 técnico-administrativo e 70 estudantes.
"Dividimos esse reconhecimento com o MST e a comunidade atendida, bem como, com todos do IFAL/Piranhas que de alguma forma se envolveram/apoiaram a execução do Programa, especialmente aos estudantes que trabalharam muito. Em nome deles, parabenizamos as alunas: Érica Barros, do II ano Agroecologia Vespertino, e Mariza Monteiro, do III Ano Agroindústria Matutino, que realizaram a apresentação do trabalho no XVI ERA", completou o docente.
O programa Minha Comunidade teve início em 2016 e atendeu 80 assentados nos municípios de Olho D'Água do Casado, Delmiro Gouveia, e Piranhas. Durante oito meses, os camponeses assentados tiveram acesso à seminários, práticas de campo e cursos de agroecologia e agroindústria, ambos divididos em três módulos.
Como premiação, o artigo garantiu vaga nas páginas da Revista Ciência Agrícola, da Universidade Federal de Alagoas, em uma edição especial suplementar.


