24 de abril de 2017

Falta de energia comprova condições precárias de trabalho no IFAL Maceió

Os servidores do bloco administrativo do IFAL câmpus Maceió não puderam trabalhar na manhã desta segunda-feira, 24 de abril, devido à falta de energia ocasionada por uma reforma no local. Além das atividades administrativas, docentes também foram prejudicados por causa das implicações no funcionamento de condicionadores de ar.

 

Segundo informações, um curto-circuito pode ter deixado parte do câmpus sem energia elétrica de sábado até o fim da manhã desta segunda. Em nota, publicada às 10h58, a diretora do câmpus Maceió, Jeane Melo, comunicou o restabelecimento da energia sem fornecer detalhes do que pode ter acontecido. Informou também que a internet e condicionadores de ar ainda não funcionam e que estão trabalhando para uma solução.

 

Como já denunciado pelo Sintietfal, a reforma no bloco administrativo acontece sem as devidas preocupações com a segurança e a saúde dos servidores. Além do barulho e da poeira, que têm adoecido principalmente os TAEs, a obra também tem gerado outros riscos.

 

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“O ambiente está cada vez pior para trabalhar. Dia 19, caiu um pedaço do teto da entrada do bloco administrativo e quase acerta a cabeça de um professor que ia chegando. Minha coordenadora também está muito mal, apresenta dificuldades de andar e encontra-se sem voz por causa de um cheiro muito forte lá, que parecia solda. Ela tem alergia a isso”, afirmou o servidor técnico administrativo, Carlos Borges, após ter sido dispensado do trabalho pelo motivo do problema elétrico.

 

A gestão do IFAL ainda não respondeu ao requerimento administrativo do Sintietfal, que cobra providências para a garantia da saúde dos servidores. Em nota, a diretora apenas pediu desculpas. “A Direção Geral informa ainda que divulgará, posteriormente, novas informações sobre o reestabelecimento das atividades no Campus, e pede desculpas pelos transtornos causados pelas obras de reforma e ampliação, estritamente necessárias para o Campus Maceió” (sic).

 

Além do bloco administrativo, a coordenação de edificações, as salas do patrimônio e do almoxarifado, entre outros, não tiveram energia. O problema elétrico atinge também a biblioteca, que está fechada para todos os públicos há mais de mês.

24 de abril de 2017

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