Solidariedade ao Sindscope e aos servidores perseguidos do Colégio Pedro II
O Sindicato dos Servidores Federais da Educação Profissional e Tecnológica do Estado de Alagoas (Sintietfal) publicou, nesta segunda-feira (13) uma nota de solidariedade ao Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope) e aos servidores do Colégio Pedro II.
A publicação repudia a ação civil pública por improbidade administrativa movida pelo procurador Fábio Aragão, do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ), contra o Sindscope; o PSOL-RJ; o reitor Oscar Halac; o professor Tarcísio Motta de Carvalho, eleito vereador pela legenda; além de outros cinco servidores do CPII.
De acordo com o MPF, o Sindscope estaria doutrinando alunos na “ideologia esquerdista comunista” e formando “militantes para o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)”. Além disso, alegam, que nas eleições municipais em 2016, houve propaganda eleitoral explícita em favor do candidato Marcelo Freixo, realizada por servidores dentro do Colégio Pedro II com a distribuição de material de campanha.
Para o Sintietfal, as acusações ferem o direito à liberdade de expressão que os professores possuem em sala de aula e revela a clara perseguição aos movimentos sociais existente no Brasil. Confira abaixo a nota na íntegra.
Nota em solidariedade ao Sindscope e aos servidores do CPII
O Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Profissional e Tecnológica no Estado de Alagoas (Sintietfal) vêm, publicamente, prestar apoio ao Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope) e aos servidores do Colégio Pedro II, em face das acusações fascistas do procurador Fábio Aragão (MPF-RJ).
Através de uma ação civil pública, o Procurador defensor da “Escola Sem Partido”, da “Cura Gay, entre outros projetos reacionários, busca de calar a atuação política de servidores que lutam contra os ataques do governo Temer. Para isso, ele tenta criar uma trama entre o Colégio Pedro II, Sindscope e PSOL com o intuito de perseguir o sindicato e servidores da instituição.
Este Procurador, assim como os adeptos do Escola Sem Partido, quer acabar com qualquer espaço de discussão e formação da cidadania, prevista pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Principalmente agora, diante de ataques do calibre da PEC 241/55, da Reforma do Ensino Médio, Reforma da Pravidência e trabalhista, entre tantos. Para esses, a discussão de gênero, direitos e opressão dentro da escola é doutrinação ideológica.
Desta forma, o Sintietfal manifesta seu irrestrito apoio aos servidores perseguidos e condena a atuação do Procurador Fábio Aragão em querer utilizar o MPF para fazer patrulhamento ideológico de servidores que pensam diferente dos detentores do poder.
Não nos calarão!
Sintietfal, 13 de março de 2017


