6 de março de 2017

Solidariedade à companheira Taly Nayandra

O Sintietfal repudia veementemente a ação de violência da Polícia Militar, no dia 25 de fevereiro, contra a militante social Taly Nayadra (Amazonas). O episódio, que envolve prisão arbitrária e tortura, revela a clara perseguição aos movimentos sociais existente no Brasil. 

 

Taly é militante do PCB e do Coletivo Ana Montengro. Por sua atuação no movimento contra o aumento da passagem, está sendo perseguida e ameaçada. A tarifa do transporte público em Manaus aumentou de R$ 3,30 para 3,80 na última semana e essa ação fascista da polícia é uma tentativa de intimidação dos lutadores sociais no município.

 

Para o Sintietfal, episódios como esse mostram o crescimento do cerceamento as liberdades democrática e de manifestação no Brasil. Mostra também o caráter autoritário do Estado contra o povo que luta contra o aumento da tarifa e contra direitos sociais.

 

Dessa forma, o Sintietfal vem à público manifestar sua solidariedade à companheira Taly Nayandra e subscrever a nota do Coletivo Ana Montenegro.

 

Chega de criminalização e violência do Estado Burguês aos movimentos de luta! SOMOS TODAS E TODOS TALY NAYANDRA!

 

Na noite do último sábado, 25 de fevereiro, a camarada Taly Nayandra, foi brutalmente violentada pela Polícia Militar do Amazonas, sendo presa num episódio claramente forjado pela polícia e sofrendo tortura física e psicológica por mais de uma hora dentro da delegacia e depois fora dela (ver nota do Partido Comunista Brasileiro – PCB no Amazonas abaixo).

 

Taly Nayandra é militante do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, da União da Juventude Comunista e do PCB no Amazonas e vem encabeçando inúmeras lutas em Manaus. Na última eleição foi candidata a vice-prefeita na coligação “ Manaus por Nós: Construindo o Poder Popular ”.

 

Dentro da delegacia, quando a militante foi colocada em uma sala sozinha e foi duramente espancada com socos nas costas, chutes e tapas, o policial gritava: “ Fala alguma coisa agora, sua comunista filha da puta”. Isso só reitera o caráter da prisão, evidenciando a perseguição política e a clara intenção de intimidar e afastar das trincheiras da luta todo militante que se coloque contra esse Estado Burguês e contra o capitalismo (que se estrutura através das grandes empresas e do agronegócio no Amazonas, explorando e exterminando os povos indígenas e trabalhadores que vivem aí).

 

Para além disso, numa sociedade patriarcal e machista, onde são relegadas às mulheres o espaço privado do lar, os trabalhos mais subalternos e precarizados e/ou a prostituição, incomoda e assusta uma mulher lutadora, que rompe as fronteiras do espaço do lar e se põe como organizadora e propagandista política de lutas contra a ordem vigente.

 

Viemos através dessa, expressar toda nossa solidariedade à camarada Taly Nayandra e avisar ao Estado Burguês e seu aparato militar, ao agronegócio, aos empresários e à essa sociedade patriarcal e misógina que NÃO NOS CALARÃO!

 

Estaremos na luta até o fim dessa sociedade patriarcal de classes! Não aceitaremos caladas a repressão e criminalização de nenhuma lutadora!

 

SOMOS TODAS TALY NAYANDRA!

 

Coordenação Nacional do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro

28 de fevereiro de 2017

 

Nota do PCB em Amazonas: https://pcb.org.br/portal2/13670

6 de março de 2017

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