16 de março de 2017

Mobilização contra a PEC 287 tem participação da Reitora da UFAL

MST, Sintietfal e Sinteal coordenaram o trio elétrico do ato que Valéria Correia discursou

 

No Dia Nacional de lutas contra a Reforma da Previdência Social, 15 de março, a reitora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Valéria Correia, compareceu às ruas para protestar contra a proposta do governo Temer. Diferente da Reitoria do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), a gestão da UFAL tem participado e se pronunciado sobre temas importantes da conjuntura.

 

"A Universidade vem discutindo junto a especialistas sobre a medida proposta pelo governo Temer. Os dados mostram que a Previdência não é deficitária, ela é superavitária e, nesse sentido, não seria por meio da PEC 287/2016 que o governo resolveria o problema econômico do país. É necessário que a sociedade se posicione contra essa grande ameaça aos direitos da maioria da população brasileira”, afirmou Valéria Correia.

 

 

O ato, que protestou contra as reformas previdenciária e trabalhista, percorreu as principais ruas do Centro de Maceió e, no final do percurso, ocupou a sede do Ministério da Fazenda em Alagoas. Trabalhadores da saúde, da educação, do transporte, petroquímicos, servidores públicos, dos Correios, bancários, estudantes, representantes de instituições públicas, movimentos do campo e das mulheres organizaram unitariamente a manifestação.

 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Federais da Educação Profissional e Tecnológica do Estado de Alagoas (Sintietfal), Hugo Brandão, é necessário unir todos os setores contrários à Reforma da Previdência para dar uma resposta ao governo Temer.

 

“Para além de um debate de categorias, esse é um debate que nos chama, nos convoca, nos obriga a fazer unidade. A passar por cima das divergências políticas para defender esse direito de toda a classe trabalhadora”, afirmou Hugo Brandão.

 

Os servidores do Ifal também paralisaram os seus câmpus e se fizeram presentes. O reitor Sergio Teixeira, os Pró-reitores e os Diretores de Câmpus, assim como nos atos contra a PEC 241/55 e a lei da mordaça, não compareceram e nem comunicaram o motivo de suas ausências na caminhada. A categoria espera que, ao menos, a Reitoria emita nota de repúdio à medida que pretende acabar com a aposentadoria dos trabalhadores.

 

"Esperamos que a equipe da gestão não apenas apareça ao lado da categoria no momento de eleições, mas se posicione em defesa dos seus servidores contra a retirada de direitos por parte desse governo golpista", afirmou o presidente do Sintietfal.

 

Gestores do IFAL não se pronunciaram sobre a Reforma da Previdência

16 de março de 2017

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *