11 de fevereiro de 2017

Sintietfal se reúne com Reitoria para discutir pontos importantes para categoria

A direção do Sintietfal reuniu-se na manhã desta sexta-feira, 10, com a Reitoria do Instituto Federal de Alagoas para discutir algumas demandas importantes para os servidores docentes e administrativos. 

 

A reunião ocorreu após a Assembleia Geral Extraordinária dos servidores, realizada na última segunda-feira, 06, em cuja ocasião foi discutida a conjuntura política e os seus reflexos na implementação do ponto eletrônico e na flexibilização da jornada de trabalho dos TAEs.

De acordo com o professor Hugo Brandão, Presidente do Sintietfal, a reunião foi importante e a Reitoria se mostrou flexível aos pontos apresentados pela direção da entidade, inclusive se prontificando a rever alguns pontos que afetam diretamente o futuro da categoria.

 

Acordo de greve

 

A principal discussão entre Sindicato e Reitoria foi a reposição dos dias não trabalhados durante a greve dos servidores docentes e administrativos do IFAL no ano passado. 

 

Segundo o Professor Hugo Brandão, embora a proposta inicial da Reitoria fosse de reposição por horas de trabalho, ficou acordada a reposição apenas dos dias não trabalhados pelos servidores. O Reitor ainda se comprometeu a respeitar os acordos realizados nos câmpus, entre professores e direções de ensino, para a compensação dos dias letivos que resulte no efetivo cumprimento da carga horária das disciplinas e, no caso dos técnicos administrativos, houve a contrapartida de celeridade na regularização dos prazos dos processos em atraso, decorrentes do movimento paredista da categoria. O câmpus que não entrar em consenso deverá trazer a questão para discussão junto ao Reitor. 

 

Ponto Eletrônico e flexibilização da jornada em 30 horas

 

Dois outros pontos da pauta de reunião com o Reitor Sérgio Teixeira foram o ponto eletrônico, a que o Sintietfal se contrapõe, e a flexibilização da jornada dos TAEs em 30 horas. 

Segundo Teixeira, o ponto eletrônico ainda está em fase de testes e, por isso, não seria possível agora um posicionamento definido da Reitoria quanto a algumas inconsistências do sistema e aos questionamentos do Sintietfal, que solicitou nova reunião com o Reitor para discussão de alguns pontos específicos da matéria, pautada na próxima assembleia dos servidores, semana que vem.

 

O Professor Luiz Henrique (PROEN) e Wagner Fonseca (DGP) mantiveram, ainda, o compromisso de revisar a matéria e realizar a alteração da portaria que estabelece a jornada de trabalho dos docentes em pós-graduação. O Pró-Reitor de Ensino destacou que a jornada de trabalho do docente é de 40 horas semanais; destas, 16 são para preparação das aulas e demais necessidades para a condução dos trabalhos, e 24 horas em sala. “No caso do professor que está na pós-graduação, a jornada é de 20 horas em sala de aula e ele tem três dias, seja no mestrado ou no doutorado. Para o professor cumprir essa jornada, seria necessário pagar 10 horas nos dois dias em que ele está na instituição, mas apresentamos a proposta de 16 horas, que permitirá ao docente pagar essa carga horária nos dois dias, com 8 horas cada um”, explicou.

 

Além disso, a Reitoria e o DGP irão trabalhar para incluir a ocorrência "atividade sindical" no sistema de frequência, que, segundo Brandão, garantirá a organização política da categoria.

 

Problemas locais dos câmpus

 

A direção do Sintietfal denunciou ainda algumas práticas das direções dos câmpus contra servidores docentes, mas “a Reitoria se colocou à disposição para resolver e solucionar as demandas apresentadas”, destacou o Presidente do Sintietfal.

11 de fevereiro de 2017

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