Reitoria prorroga o prazo de adequação do ponto eletrônico no IFAL
O Reitor Sérgio Teixeira comunicou oficialmente a prorrogação, por mais 30 dias, do prazo para a implementação do ponto eletrônico. A Nota Pública nº 02/2017 foi divulgada na manhã desta quarta-feira (22), no site da instituição.
A nota afirma que a Reitoria levou em conta “as inúmeras situações adversas no processo de implementação do controle de frequência eletrônico” para chegar à conclusão que o tempo de adaptação era insuficiente. A gestão definiu o dia 3 de abril para que o novo mecanismo de controle de frequência tenha efeito financeiro.
Na avaliação do Sintietfal, a prorrogação é um fator positivo e mostra um recuo da Reitoria diante de sua política unilateral de implementar o mecanismo. “Mesmo sendo totalmente contrário ao Ponto Eletrônico, reivindiquei, na reunião do Consup, o aumento do período de avaliação. Acredito que 30 dias não são suficientes para analisar o funcionamento desse controle de ponto”, disse o diretor do Sintietfal e conselheiro representante dos docentes, Valdemir Chaves, em referência à sua fala na última reunião do Conselho Superior.
Para o diretor sindical, o mecanismo é inviável para uma instituição educacional e, com esse novo prazo, será possível demonstrar isso. “Somos uma instituição de ensino que tem suas particularidades, não podemos ser regulados por um relógio. É preciso que os servidores mostrem mais e mais inconsistências para brecar o ponto eletrônico a partir do próprio ponto”, complementou Chaves.
Além da questão mais política, há um problema prático com que os servidores se deparam diariamente. A falta de estrutura, principalmente dos câmpus interiorizados revela a ausência de condições para colocar em prática a portaria do Reitor referente ao controle de ponto.
“Aqui os professores estão bastante incomodados com este controle. Não há estrutura para tal. Não há espaço físico para todos, não há ambientes adequados para o período além da sala de aula, não há nem cadeira para todos. Falta internet e computadores”, denunciou o diretor municipal do Sintietfal em Palmeira dos Índios, Ederson Matsumoto, o Japa.


