Sintietfal publica nota em solidariedade ao MST
O Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas – Sintietfal – lançou na manhã desta segunda-feira, 7 de novembro, uma nota em solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
O MST, na última sexta-feira (4), foi vítima de uma operação do Estado brasileiro para criminalizar a organização que luta por reforma agrária. Em São Paulo, a Polícia invadiu a Escola Nacional Florestan Fernandes sem mandado judicial, disparando tiros e aterrorizando os estudantes e trabalhadores, e, no Paraná, foram emitidos diversos mandados de prisão preventivas para lideranças do movimento.
Em nota, o Sintietfal afirma que “estas iniciativas se somam àquelas que visam restringir o direito de resistência da classe trabalhadora diante da investida das elites econômica e política contra os direitos sociais, de liberdade de expressão e de organização conquistados com muito sacrifício pelas gerações passadas”, afirma o documento.
Confira abaixo a nota na íntegra:
NOTA EM SOLIDARIEDADE AO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA (MST)
O Sintietfal vem através deste expressar sua irrestrita solidariedade ao MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que na última sexta-feira (4/11) teve sua Escola Nacional de Formação (Florestan Fernandes/SP) invadida por agentes policiais do Estado brasileiro sem que houvesse qualquer mandado judicial que lastreasse legalmente a ação.
Simultaneamente no Estado do Paraná estava sendo desencadeada uma operação contra o movimento a fim de enquadrá-lo como uma organização criminosa, ferindo o princípio da Constituição Federal de 1988 que garantiu legalidade à organização da sociedade civil por intermédio dos movimentos sociais de luta por direitos sociais e democracia.
No entendimento do SINTIETFAL estas iniciativas se somam àquelas que visam restringir o direito de resistência da classe trabalhadora diante da investida das elites econômica e política contra os direitos sociais, de liberdade de expressão e de organização conquistados com muito sacrifício pelas gerações passadas.
A intimidação ao MST por intermédio de prisões e da invasão ilegal de seu local de estudo está diretamente relacionada à tentativa de intimidar os servidores públicos com cortes imediatos de ponto na hipótese de movimentos paredistas que questionem as medidas políticas do governo atual.
Diante deste cenário sombrio não resta outra alternativa senão a ampla unidade de ação dos trabalhadores do campo e da cidade, do setor público e privado, a fim de garantir a manutenção dos direitos conquistados pelas gerações anteriores e com a perspectiva de avançar nas conquistas.
Maceió, 7 de novembro de 2016
Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas – Sintietfal


