Passeata contra a PEC fecha as ruas e dialoga com a população em Delmiro Gouveia
Cerca de 100 pessoas participaram de uma manifestação na manhã desta sexta-feira, 25 de novembro, em Delmiro Gouveia, sertão de Alagoas. A atividade fez parte do Dia Nacional de Lutas, greve, paralisações e protestos contra a PEC 241 (agora PEC 55) e outras medidas do Governo Temer.
Estudantes e servidores do IFAL, da UFAL e de escolas secundaristas, assim com representantes do Sintietfal, Sinteal e MST, participaram da manifestação que unificou a região sertaneja, atraindo os lutadores de Piranhas, Santana do Ipanema e também de Paulo Afonso (BA).
Os manifestantes se concentraram a partir das 7 horas na Praça do Coreto, centro da cidade, e até o meio-dia percorreram as ruas da cidade, em passeata, dialogando com a população sobre os ataques anunciados pelo governo ilegítimo.
“Caminhamos pelas ruas do município, fazendo uma panfletagem e denunciando os ataques do governo golpista de Michel Temer, principalmente os ataques da PEC 55, da PEC da morte. Foi um momento importante, um diálogo fundamental com a população do sertão”, afirmou o professor de Geografia do IFAL câmpus Piranhas, Claudemir Martins.
O professor Juliano Molino, representante do comando de greve do Câmpus Santana do Ipanema, destacou que a manifestação teve muita receptividade da população de Delmiro. “Foram distribuídos muitos panfletos e vimos que a população queria receber, queria ouvir. Nós conseguimos, de forma organizada, fechar as ruas e parar a cidade. Teve uma visibilidade grande e as pessoas apoiaram, inclusive aquelas que estavam nos carros ou no trabalho”, afirmou o servior.
Para a estudante que ocupa o Instituto Federal da Bahia câmpus Paulo Afonso, Dávila Lorena, também presente no ato, a manifestação “foi uma oportunidade de estabelecer uma ponte com a sociedade pela luta e pelas causas sociais, que essa mídia golpista faz que nos esqueçamos”.
A estudante elogia a iniciativa do ato começar no centro e terminar em um bairro popular. “Terminamos na periferia da cidade, fazendo uma panfletagem corpo-a-corpo com as pessoas, numa linguagem acessível, passando a nossa indignação e também recebendo a indignação daqueles que, ao saber o que significava a PEC, se sensibilizam. Foi uma atividade inspiradora para que a gente continue travando a luta”, concluiu a estudante.


