25 de novembro de 2016

Nota de esclarecimento sobre a greve nos câmpus

A diretoria do SINTIETFAL vem a público esclarecer aos seus filiados e ao conjunto dos servidores do IFAL em greve desde o dia 11 de novembro, data definida em Plenária Nacional do SINASEFE  e que respeitou todas as questões estatutárias e legais, que os rumos do movimento paredista dos trabalhadores são estabelecidos nas instâncias legítimas do próprio movimento, ou seja, nas Assembleias Gerais ou municipais da categoria convocadas pelas direções municipais ou executiva do SINTIETFAL em conjunto com o comando de greve, e não pelas gestões dos Câmpus do IFAL.

 

Como se não bastasse os ataques aos direitos e a escalada reacionária que assola parcelas expressivas da institucionalidade democrática, nos últimos dias temos observado a iniciativa de algumas direções dos Câmpus do IFAL em convocar reuniões com os docentes para supostamente decidir a adesão ou não ao movimento paredista em curso, fato esse que tem gerado muita preocupação na categoria e alguns casos evidentes de atitudes que se configuram em assédio moral das gestões para com os servidores. O exercício do direito constitucional de greve se dá em um momento de profundos ataques aos direitos sociais e às liberdades de manifestação oriundos do Executivo Federal ilegítimo e de parcelas expressivas do Judiciário, ataques estes sempre chancelados pela grande mídia corporativa.

 

Nos locais de trabalho que não possuírem direção sindical constituída e nem comando de greve local os servidores podem acionar a direção sindical e o comando de greve estadual que prontamente irão realizar as assembleias municipais para discutir de maneira democrática as questões relativas ao movimento paredista e o que mais for de interesse da categoria. Assim, reforçamos que o espaço legítimo de discussão e deliberação da categoria e seu movimento são as assembleias, onde o debate será realizado e as autênticas decisões tomadas. Não podemos nos deixar levar pelo alarmismo, derrotismo e pelo medo que setores das gestões dos Câmpus do IFAL tenta nos impor.

 

A luta contra a PEC 241/55 e contra a MP 746 impulsionou os servidores do IFAL para uma greve inédita com conteúdo eminentemente político, convictos que estão da necessidade de abrir o mais amplo diálogo com a sociedade no intuito de derrotar as medidas antipopulares do governo desprovido da legitimidade do voto popular. Assim, conclamamos todos e todas a uma reflexão coletiva sobre os próximos passos a serem dados na luta contra a PEC 241/55 e a MP 746, principalmente para o fortalecimento e a construção da continuidade do nosso movimento paredista e da caravana a Brasília do dia 29/11, data de votação da PEC em primeiro turno no Senado Federal.

 

E por fim, nós da Diretoria do SINTIETFAL, gostaríamos de lembrar a todos(as) servidores(as) do IFAL que a única batalha em que seremos vencidos será aquela que deixarmos de lutar!

 

Abaixo a PEC 241/55 e a MP 746!!

Fora Temer!

Todos à construção da greve!  A luta continua!

Diretoria do SINTIETFAL

25 de novembro de 2016

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