Manifestações paralisam Alagoas contra a PEC 241
O povo alagoano está em luta contra o congelamento de seu futuro. Neste Dia Nacional de Greve, 11 de novembro, houve paralisação dos rodoviários, bloqueio de 4 trechos de rodovias e mais de 8 mil manifestantes nas ruas do Centro de Maceió contra a PEC 241 (agora PEC 55) e o governo Temer.
A manifestação na capital alagoana teve concentração, às 8 horas, na Praça Sinimbu. Mais de 60 categorias de trabalhadores do campo e da cidade e estudantes se uniram com um único objetivo, a defesa de direitos sociais. Com faixas, carro de som e panfletos, os manifestantes seguiram pela Rua do Imperador, ocuparam por mais de uma hora a Rua do Sol e finalizaram o ato em frente ao palácio do Governo.

Para o Diretor do Sintietfal, Ederson Matsumoto, é preciso que o povo vá as ruas contra os ataques aos serviços públicos e aos direitos trabalhistas. “Eu não vou ficar assistindo à precarização do meu país sentado no sofá, vendo a Rede Globo. Eu estou vendo o país ser destruído, mas estou lutando contra isso, estou nas ruas e estou dizendo não”, disse o diretor do Sintietfal, convocando o povo a se somar nas próximas manifestações.
A PEC 241 já foi aprovada na Câmara Federal e está tramitando, agora como PEC 55, no Senado. Até o primeiro turno de sua votação, marcada para o dia 29 de novembro, os trabalhadores e estudantes prometem aumentar a luta e a resistência contra esse desmonte dos serviços públicos.

“Iniciamos hoje nossa greve por tempo indeterminado. Diversas outras categorias também paralisaram e mostraram que farão greve se essa proposta continuar tramitando. Os estudantes estão resistindo e ocupando as escolas. Vamos ocupar as ruas e fazer uma greve geral. Hoje paramos rodovias e o centro, fazendo um bonito ato, dia 25 pararemos o Brasil”, afirmou o professor do IFAL, Hugo Brandão, presidente do Sintietfal.
O próximo Dia Nacional de Greve e de manifestações unificadas contra a PEC 241/55 e o governo Temer está marada para o dia 25 de novembro.
Outras mobilizações

Além da passeata unificada no Centro de Maceió, diversas outras também fizeram manifestações. Os rodoviários paralisaram os transportes públicos urbanos na capital. Os estudantes e trabalhadores rurais fecharam as rodovias em frente a UFAL em Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios e Delmiro Gouveia.
Greve

Os servidores do IFAL iniciaram, neste dia 11 de novembro, uma greve por tempo indeterminado contra a PEC 241/55, contra a Reforma do Ensino Médio e a Lei da Mordaça. O movimento paredista foi aprovado em Assembleia Geral, no dia 3 de novembro, e deve paralisar os 15 câmpus e a Reitoria.


