Lei da Mordaça é tema de debate em Penedo
Os servidores e estudantes do IFAL Câmpus Penedo realizaram uma roda de diálogo sobre o tema da educação. Como parte do Dia Nacional por uma Escola Sem Mordaça, a atividade aconteceu nesta quarta-feira, 5 de outubro, durante o intervalo das aulas.
Na ocasião, cinco professores explicaram o contexto atual do país e a lei da mordaça, que visa impedir a liberdade de expressão e de opinião dentro dos estabelecimentos de ensino. Os estudantes participaram ativamente e mostram-se preocupados com o aprendizado, caso a lei seja efetivada.
“A lei da mordaça não afeta somente os professores, afeta também os alunos. O debate é muito importante na escola, porque sem debate e discussão não há construção alguma”, afirmou a estudante do curso de Meio Ambiente, Giovanna Gomes.
Com bastante propriedade, a estudante demonstrou que as diversas instituições sociais emitem opiniões e constroem ideologia na sociedade, e os estudantes não podem ser cerceados desse debate na escola. “Nós temos o direito de escolher o que nós queremos acreditar”, completou Giovanna.
Novo debate
Dando continuidade e ampliando a discussão, inclusive para fora do IFAL, os servidores do câmpus Penedo estão promovendo uma conferência intitulada A Escola em Tempos de Crise: “Entre a Pluralidade e o Silêncio”. O evento será realizado na próxima terça-feira (11), às 9 horas, no auditório do câmpus Penedo, e contará com o professor convidado Elias Evangelista Gomes, Doutor em Educação e docente da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG).
A expectativa dos organizadores é que a atividade tenha participação da sociedade penedense e de estudantes, TAEs e docentes da UFAL. Para isso, já foi realizado uma primeira reunião com um representante dos docentes da UFAL e dos alunos do IFAL que definiu a divulgação nas rádios e mobilização nas escolas estaduais.
“Precisamos dialogar com a comunidade sobre a conjuntura política. A UFAL e o IFAL são fundamentais para a formação dos jovens daqui. Antes, as pessoas precisavam sair da sua cidade para fazer uma universidade pública ou ter um ensino de qualidade. Hoje, é preciso lutar para que esse ensino continue existindo”, afirmou Thaline Fontenele, diretora do Sintietfal em Penedo, ao informar que a partir desse evento serão articuladas atividades permanentes de mobilização na cidade sobre a conjuntura de retrocessos e cortes de direitos.


