1 de setembro de 2016

Servidores paralisam IFAL e realizam grande ato na Reitoria

Docentes e técnicos administrativos do IFAL realizaram na manhã desta quinta-feira, 1º de setembro, um grande ato contra o ajuste fiscal do Governo e outras medidas que retiram direitos dos trabalhadores. 

 

Diante da Reitoria, cerca de 150 servidores e 80 estudantes fizeram falas no carro de som, bloquearam temporariamente a avenida e, por fim, negociaram uma pauta de reivindicações com o reitor Sérgio Teixeira.

 

A mobilização, que teve grande adesão e paralisou atividades em todos os câmpus, fez o Reitor sair de seu gabinete e se comprometer publicamente, perante os manifestantes, com as exigênias da categoria, tais como: suspensão do ponto eletrônico para todos os servidores, posicionamento contrário a lei da mordaça e a PEC 241, audiências públicas sobre o corte de verbas e a PEC.

 

 

Sobre as 30 horas, o Reitor prometeu seguir as recomendações do estudo da CIS para atender o maior número possível de solicitações da flexibilização da jornada dos TAES. Para os alunos, garantiu prioridade no pagamento de bolsas e da assistência estudantil, discussão sobre a grade curricular com os estudantes de Satuba, entre outros.

 

Na avaliação do Sintietfal, o ato foi extramentente vitorioso e demonstrou a importância da unidade. “A nossa união e disposição de lutar nos garantiu hoje o Reitor descer do seu gabinete para se comprometer com a suspensão do ponto eletrônico no IFAL. Juntos, podemos conquistar muito mais, acabar com esse mecanismo arcaico de controle e garantir as 30 horas para todos os TAEs”, assegurou Hugo Brandão, presidente do sindicato.

 

Fora Temer e o ajuste fiscal

 

Com a consolidação do golpe no congresso nacional, o "Fora Temer" estava na boca dos servidores e estudantes presentes à manifestação, que, além de não reconhecer o novo governo, exigiam fim do ajuste fiscal, fim do corte de verbas para a educação e a defesa dos serviços públicos e dos direitos dos trabalhadores.

 

O diretor de Formação Política do Sintietfal, Fabiano Duarte, lembrou que o principal objetivo da ascensão de Temer ao poder é consolidar um projeto neoliberal no Brasil. “Precisamos lutar e resistir para defender nossos direitos e os serviços públicos. Ontem vimos que Temer quer aprovar ainda esse ano a PEC 241 e até o final de seu governo a reforma da previdência, a reforma trabalhista e as privatizações das empresas públicas”, disse o dirigente sindical.

 

 

Contrários ao projeto prioritário do governo, a PEC 241, o representante do grêmio do IFAL câmpus Satuba, Heitor Nascimento, e um grupo grande de estudantes andaram do centro até a Reitoria para participar do ato. “Viemos para somar forças contra esse ataque à educação. Essa PEC atinge não apenas ao servidor mas, principalmente, aos estudantes”, disse o aluno do 3º ano de agropecuária.

 

O ato ainda vaiou os deputados federais e senadores que votaram a favor do impeachment, entre eles, João Henrique Caldas, que passou rapidamente pela manifestação.

 

Adesão

 

A paralisação, convocada pelo Sintietfal e aprovada em assembleia geral, no dia 11 de agosto, atingiu seu objetivo e mobilizou servidores em todos os câmpus. Na maior parte das 15 unidades não houveram aulas e nem funcionamento administrativo. Em Maceió, no maior câmpus do IFAL, apenas algumas salas de aula funcionaram pela manhã e pela tarde.

 

 

Em Santana do Ipanema, Penedo, Maragogi e Piranhas houveram atos locais com reuniões e outras atividades com os alunos explicando os motivos da paralisação.

 

Assembleia

 

Para avaliar e definir os próximos passos da mobilização, o Sintietfal convoca os servidores para a Assembleia Geral desta sexta-feira, 2 de setembro, às 9h, na Reitoria.  “Esperamos que os servidores compareçam e fortaleçam nossos espaços de decisão para alcançarmos vitórias em nossos objetivos”, convocou Mayara Esteves, diretora de Comunicação do Sintietfal.

1 de setembro de 2016

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