Servidores do IFAL ingressam em estado de greve com mobilização para a greve geral
Os servidores do IFAL, em assembleia geral realizada nesta quarta-feira, 28 de setembro, aprovaram o ingresso em estado de greve com mobilizações e lutas, rumo à greve geral. A assembleia ocorreu no auditório de informática do câmpus Maceió e deliberou pela construção de um movimento paredista unificado para derrotar Temer e seus planos de destruição de direitos e dos serviços públicos.
A categoria entendeu a construção da greve geral como o instrumento necessário para barrar os ataques do governo ilegítimo: a PEC 241, que congela os gastos com os serviços públicos por 20 anos; o PLP 257, que congela salários, proíbe concursos e coloca em risco a estabilidade no serviço público; a Reforma da Previdência, que acaba com a aposentadoria especial e eleva a idade para 70 anos; a Reforma Trabalhista, que joga na lata do lixo a CLT; as privatizações e, agora, a MP do Ensino Médio, que limita o acesso ao conhecimento crítico.

“Diante de tantos ataques não nos resta outra alternativa que não seja lutar e lutar conjuntamente. Por isso, definimos entrar em estado de greve para construir a greve geral, pois só com a união de todos os trabalhadores conseguiremos vencer esse governo golpista”, afirmou Hugo Brandão.
A aprovação do estado de greve determina que a categoria entre em mobilização permanente à espera de uma data unificada para o início do movimento paredista. Em outubro, o Sinasefe reunirá suas seções para definir a deflagração da greve, que deve acompanhar o indicativo das centrais sindicais para a segunda quinzena de outubro.

“O estado de greve, assim como o estado de mobilização, é a antessala da greve. Ele é importante para ter uma agenda de atividades e mobilizações. O estado de greve nos prepara, ajuda a estarmos organizados e mobilizados para quando ela venha a acontecer”, falou Fabrício Tavares, professor de Marechal Deodoro, ao defender a aprovação da proposta.
Paralisação Nacional
Os servidores presentes na assembleia avaliaram positivamente a participação das bases do Sintietfal na paralisação nacional do dia 22 de setembro e definiram reforçar a mobilização para o dia 29 de setembro.
Com ações de rua em Maceió, Penedo e Arapiraca e debates envolvendo servidores e alunos em diversos câmpus, a paralisação do dia 29 deve ser ainda maior do que a anterior. Soma-se a isso o fato de, desta vez, os Reitores dos Institutos Federais, através de nota, apoiarem a mobilização dos trabalhadores e de seus sindicatos.

“Se até o CONIF está lançando nota e chamando os trabalhadores ir às ruas é porque o negócio está feio mesmo. Isso mostra que estamos no caminho certo e precisamos paralisar, ir às ruas e fazer greve para fazer o governo recuar”, afirmou Gabriel Magalhães, tesoureiro do Sintietfal.
MP do Ensino Médio
A reformulação do ensino médio imposta por Temer e seu ministro golpista, Mendonça Filho, foi duramente criticada por toda a categoria presente na assembleia. Conhecida como MP do Ensino Médio, a MP 746 atinge diretamente os Instituto Federais e coloca em risco a qualidade do ensino.

“Essa MP vau acabar com as licenciaturas e afetar todas as áreas de ensino”, afirmou o professor de Matemática do câmpus Maceió, Givaldo Oliveira.
A posição do Sintietfal, já publicizada em vídeo, é de rejeitar essa medida provisória e fazer lutas durante os 120 dias para que a mesma não seja aprovada pelo congresso nacional. Nesse sentido, será construída atividades junto a outros sindicatos e debates com a categoria, culminando com um grande debate para o dia 21 de outubro.
Agenda
A assembleia aprovou ainda uma agenda de atividades gerais e mobilizações. Confira:
Dia 5 de outubro – Dia Nacional contra a Lei da Mordaça – Construção de atividades nos câmpus
Dia 14 de outubro – Audiência Pública sobre a PEC 241
Dia 21 de outubro – Debate sobre a MP do Ensino Médio


