4 de julho de 2016

Servidores fazem paralisação e apitasso na Reitoria

Os servidores do IFAL, mobilizados pelo seu sindicato, o Sintietfal, realizaram na manhã desta segunda-feira, 04 de julho, um dia de paralisação nos câmpus e um ato na Reitoria contra o ajuste fiscal e a perda de direitos. 

 

Com apitos e carro de som, a mobilização denunciou o desmonte no serviço público e o corte de verbas para a educação. Além disso, reivindicou a garantia de direitos dos servidores, ameaçados pelo ponto eletrônico e pelo fim da flexibilização da jornada dos TAEs.

 
 

 

Logo no início da manifestação, os membros da Comissão Interna de Supervisão (CIS) tiveram acesso à resposta da Controladoria Geral da União (CGU) quanto ao relatório sobre o ambiente de trabalho no IFAL, negando a manutenção da flexibilização da jornada de trabalho dos TAEs. “O documento acabou de chegar, vamos reunir a CIS para avaliá-lo. O que dá para perceber, de imediato, é que eles rejeitam o nosso estudo que justifica as 30 horas no IFAL”, disse Ricardo Alves, coordenador geral da comissão.

 

Para Mayara Esteves, diretoria do Sintietfal, não resta dúvida de que o controle eletrônico de assiduidade serve para assegurar o fim das 30 horas. “Agora, com a resposta da CGU, está claro que o ponto eletrônico é uma casadinha com a volta das 40 horas. Nossa mobilização e o boicote a esse ponto é mais do que necessária para defender os nossos direitos”, assegurou Mayara.

 

O presidente do Sintietfal, Hugo Brandão, demonstrou que o Governo Temer quer impor o fim das 30 horas e o ponto eletrônico para despejar a crise nas costas do trabalhador. “Esse governo golpista quer congelar os gastos públicos, cancelar concursos e aumentar idade da aposentadoria, fazendo com que o servidor trabalhe em dobro e com salários cada vez menores”, afirmou.

 

O sindicalista defendeu ainda a união e a luta dos servidores para impedir grandes retrocessos pautados por Temer através da PEC 241 e no PLS 555. “Esse governo ilegítimo está pondo em jogo o futuro do serviço e do funcionalismo público. Essa nossa luta em Alagoas faz parte de uma luta nacional contra o ajuste fiscal do governo que quer retirar direitos e privatizar a saúde e a educação”, concluiu Brandão.

 

30 horas e o Ponto Eletrônico

 

Mesmo após o dia 1º de julho, os TAEs do IFAL devem manter-se registrando suas 30 horas semanais no controle manual de ponto apenas. Essa foi a decisão tomada em assembleia geral do Sintietfal, no dia 27 de junho, e comunicada aos gestores do Instituto através do ofício nº 15. O documento resposta da CGU ao IFAL sobre a flexibilização da jornada está sendo analisado pela CIS e pelo Sintietfal e, em breve, será lançada uma nota oficial .

4 de julho de 2016

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