Ponto eletrônico no IFAL: passadas as eleições, a máscara caiu
Passadas as eleições e não podendo mais recorrer ao cargo, o Reitor do IFAL golpeia os servidores técnico-administrativos presenteando o segmento com o controle eletrônico de frequência. Sem enfrentar os verdadeiros problemas que afligem o serviço e os servidores públicos no IFAL, a reitoria quer impor, de qualquer maneira, o método de averiguação de presença utilizado nas empresas privadas, como se tal método, por si, tivesse o condão de garantir a eficiência da prestação do serviço.
Demonstrando insensibilidade política e um total desprezo ao segmento que lhe garantiu a vitória na última e recente eleição, o Reitor e seu grupo, que compõe a atual gestão, tentam passar a ideia de que buscam o melhor para a instituição com a implantação do chamado ponto eletrônico, jogando, mais uma vez, para debaixo do tapete, e nas costas dos trabalhadores técnicos-administrativos, as verdadeiras causas dos graves problemas que existem em todos os campi do IFAL.
Como se não bastasse a profunda desigualdade no tratamento institucional dispensado ao segmento técnico-administrativo por parte da reitoria, que considera o segmento como de segunda categoria, não destinando a este políticas de formação específica, presença paritária nos órgãos de decisão da instituição, exclusão de espaços fundamentais como pró-reitorias, afastamento para mestrado e doutorado, enfim, o Reitor tenta passar a ideia de que é através do controle eletrônico de frequência que conseguirá melhorar a qualidade do serviço educacional à sociedade alagoana.
Sabemos todos, porém, que a verdade é outra. O Reitor, que há mais de uma década não pisa em uma sala de aula, vez que vem ocupando sistematicamente vários cargos de gestão, sabe, melhor do que ninguém, o que é necessário para melhorar o serviço educacional prestado no IFAL. E que as alternativas não passam pelo controle de frequência dos servidores, mais precisamente dos servidores Técnicos-Administrativos.
Alheio aos reclames dos servidores, o Reitor alega cumprir determinação da extinta Corregedoria Geral da União, atual Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. Entretanto, para espanto de todos, não demonstra preocupação no quesito eficiência quando se trata do derrame de recursos públicos que literalmente vão para o ralo com equipamentos adquiridos e que estão virando sucata em todos os campi do IFAL; o número de equipamentos caríssimos que sequer podem ser utilizados no trabalho pedagógico com os alunos fazem dos campi verdadeiro cemitério de máquinas, enquanto há necessidades básicas, fundamentais, que não são atendidas pela reitoria nem pelas direções gerais dos campi. Por que será? Por que será que elegem mais uma vez os servidores Técnicos-Administrativos como bodes expiatórios da eficiência no IFAL? Por que o Reitor se coloca como se tivesse que obedecer à antiga CGU e não usa o poder discricionário do seu cargo para sustentar a autonomia legal que o IFAL possui enquanto autarquia?
O famigerado discurso de que implantaria o ponto eletrônico apenas quando não houvesse mais jeito, revela a verdadeira face do Reitor e seu grupo, que se utiliza da CGU para fazer valer seus reais interesses: subjugar os servidores, humilhando-os, fazendo-os parecer os chamados “colaboradores” da iniciativa privada, demonstrando que todos estão à mercê do seu poder.
Insensível às reais condições de trabalho da maioria dos servidores, que estão longe daquilo que o marketing institucional alardeia, a Reitoria segue em sua gestão exibindo notícias e índices institucionais de sucesso, como se por trás de cada notícia ou índice desse, não houvesse o trabalho dos servidores Técnico-Administrativos. Por ser imprescindível ao bom andamento da instituição, o segmento reclama a isonomia com os docentes e o tratamento respeitoso com a categoria em todos os aspectos e níveis, que não são garantidos nessa gestão.
Por isso, o SINTIETFAL conclama a todos que rejeitem o controle eletrônico de frequência, digam não ao ponto eletrônico, resistam a essa imposição, que trata todos os servidores Técnicos-Administrativos, nos tempos modernos, como se fossem meras máquinas de produção.
Pousando de cordeirinho da CGU, o Reitor é, na verdade, o lobo mau dos servidores, dos quais já não precisa mais dos votos para se eleger. Essa é a verdadeira face do Reitor e de seu grupo, que certamente tentarão se perpetuar no poder às custas do segmento técnico-administrativo.


