Trabalhadores do campo e da cidade unificam lutas em Piranhas
Em todo o Brasil, os trabalhadores da cidade e do campo têm unificado suas lutas para resistir aos ataques contra os direitos sociais. Em Piranhas, o Sintietfal, Sindprev e Sinteal, junto ao MST, Quilombolas e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, realizaram, no dia 8 de junho, uma Marcha contra o governo ilegítimo de Michel Temer e em defesa de direitos da classe trabalhadora.
Mais de 400 pessoas – entre elas, cerca de 40 estudantes e cinco servidores do IFAL – saíram às ruas de Piranhas, com carro de som e faixas, denunciando os problemas gerados pela crise no país e mostrando que, com a unificação dos trabalhadores, é possível construir um projeto social que realmente atenda às necessidades do povo brasileiro.
“Apesar da dificuldadede construir coletivamente e de forma pública, nas ruas, diferentes alternativas do que as colocadas pelos coronéis que dominam a região, os movimentos conseguiram realizar uma grande manifestação e mostrar que é possível a construção de alternativa ao agronegócio e aos interesses privados. Foi uma vitória gigante a gente ter feito isso aqui”, disse Laís Góis, diretora municipal do Sintietfal em Piranhas.

“Foi primeira vez que servidores e estudantes do câmpus participaram nas ruas, junto com as organizações progressistas, de um ato que circulou toda cidade, discutindo com a população o que devemos criticar nesse momento no país”, completou a diretora do Sintietfal.
Sobre a participação estudantil, Laís exaltou o despertar de consciência que os estudantes secundaristas estão tendo em todo o Brasil, indo às ruas e ocupando escolas para defender um futuro melhor. “Os estudantes (no IFAL) se organizaram por si mesmos e isso foi um avanço enorme já que antes poucos participavam do movimento estudantil. Foram muitos estudantes que participaram e disseram que queriam lutar pelos seus direitos, porque eles percebem que a situação política e econômica do país afeta diretamente a vida deles”, exclamou.
Com pautas bem amplas, as reivindicações englobaram diversos segmentos da classe trabalhadora, os quais tiveram na manifestação espaço para realizar denúncias desde a situação do país à defesa das 30 horas.

A representante sindical frisou o avanço de consciência dos servidores do IFAL que têm olhado de maneira diferente as lutas sociais e participado enquanto classe explorada. “Os servidores do IFAL percebem que fazem parte de uma mesma classe trabalhadora e que deve juntar suas pautas a de outras categorias que compõe uma classe que tem o mesmo interesse”, concluiu Laís.
Confira a pauta de reivindicações da Marcha em defesa dos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores da cidade e do campo.
1. Contra a privatização dos serviços públicos;
2. Contra o ataque a Previdência Social;
3. Fiscalização do Piranhas-Prev;
4. Contra a P.L. 257, que acaba com a carreira do servidor público;
5. Contra a Lei da Mordaça;
6. Contra a violência no campo;
7. Contra a criminalização dos movimentos sociais;
8. Abaixo as Mídias Manipuladoras;
9. Contra a implantação de pontos eletrônicos nos IF’s;
10. A favor das 30 horas de jornada semanal dos Técnicos Administrativos do IFAL;
11. A favor das 30 horas de jornada semanal dos agentes de saúde;
12. Em defesa de uma educação pública gratuita e de qualidade;
13. Conta a cultura do estupro e por uma sociedade livre e emancipada;
14. (QUILOMBOS).


