9 de junho de 2016

Satuba: Agressão a servidores completa dois anos

O dia 9 de junho de 2014 deixou uma mancha na história do câmpus Satuba do IFAL. Após uma manifestação democrática de greve, que começou por volta das 7 horas e contou com a presença de dezenas de servidores de diversos câmpus, dois alunos e seus respectivos pais ameaçaram e agrediram os servidores ao final do ato dentro do Instituto.

 

Hugo Brandão e Wilson Ceciliano, diretores do Sintietfal, foram os servidores agredidos fisicamente e Gabriel Magalhães, hoje também membros do sindicato, ameaçado pelos mesmos agressores.

 

A essa agressão covarde, a gestão em uma atitude de retaliação contra a greve e tentando amedrontar os servidores que trazem à tona todas as suas mazelas, processou administrativamente cinco lideranças daquele movimento, incluindo Elizabete Patriota, pelas denúncias em relação à gestão, e o professor Wellington Manuel, por ser do comando local de greve.

 

A comissão de sindicância, formada inicialmente para apurar os fatos, sequer convocou os servidores, ouvindo apenas os alunos e não concluiu os trabalhos. A parcialidade da famigerada sindicância foi explícita, tanto que os servidores foram penalizados com um Processo Administrativo Disciplinar, que respondem até hoje.

 

Duas comissões para o PAD foram instauradas. A primeira não conseguiu vislumbrar nenhuma razão para penalizar os servidores e os seus membros, que eram de outro instituto, desistiram de atuar. A reitoria, não satisfeita e com ímpetos de vingança contra os servidores, instaurou uma segunda comissão, que a passos lentos vem dando andamento ao processo contra os servidores.

 

As imagens captadas por inúmeros celulares, à época, foram claras e permitem observar que os servidores em greve, em especial, os professores Wilson Ceciliano e Hugo Brandão, são vítimas de pais e de alunos que, contrários à greve, partem para a violência gratuita.

 

Os estudantes que deveriam responder com as medidas disciplinares previstas na Resolução 42/13, o chamado Regulamento do Aluno, pela infração gravíssima de agressão contra servidores foram, na verdade, premiados pela gestão com uma transferência para o câmpus Maceió, sem ao menos seguir os trâmites legais exigidos, como por exemplo, parecer do setor pedagógico.

 

A intenção clara da reitoria ao processar os servidores que fizeram parte do movimento grevista era inibir a participação da categoria em futuras mobilizações e calar as muitas reivindicações existentes em todos os câmpus, o que não surtiu efeito, visto que os servidores continuam e continuarão na luta denunciando as arbitrariedades cometidas no Ifal e, mais do que isso, buscando garantir os seus direitos.

 

Apesar da clara perseguição que representa esse processo e da sua inadmissível duração, já que o mesmo anda a passos de tartaruga, o Sintietfal defende que o PAD apure os fatos,  reparando a grave injustiça cometida contra os servidores engajados na luta sindical. Esse processo atinge frontalmente a todos os educadores e a todos aqueles que lutam pela liberdade e justiça social. O 09 de junho não pode ser esquecido. Tem que ser lembrado para jamais ser repetido.

9 de junho de 2016

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